Foi selada na tarde de ontem (01/07), em Cuiabá, a provável unificação de propostas entre o Partido Social Brasileiro (PSB) e o Partido Liberal (PL) para o caso de Nobres, onde a candidata majoritária é a odontóloga Simone Mendes. De outro lado está o PL, cujo nome na berlinda é o da vereadora e atual presidente da Câmara de Vereadores, Zilmai Ferreira de Jesus.
A unidade foi colocada à apreciação do comando regional das duas siglas, PSB e PL, presididas, respectivamente, por Ananias Martins Filho e pelo atual deputado estadual Max Russi, provável presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Uma vez acertada a parceria, Ananias considerou que o PL será uma boa companhia para a pré-candidata majoritária Simone Mendes.
O deputado estadual Max Russi, uma espécie de líder regional na região de Jaciara, Juscimeira, São Pedro da Cipa, Santa Elvira, São Lourenço de Fátima e em boa parte do Estado de MT, cumprimentou Ananias e o agradeceu pela parceria, acompanhado da pré-candidata Simone Mendes e do provável vice na chapa, Haig Maciel.
A aproximação dessas duas correntes políticas distintas joga por terra uma tese desconexa levantada aqui em Nobres sobre ideologia política, quando essa posição é secundária e vota-se nos nomes e nas suas respectivas propostas de trabalho. Ao longo dos anos em Nobres e não só aqui, o espectro ou o lado tendencioso das campanhas políticas chama-se valor pecuniário.
O fato é que a aproximação do PL de Zilmai com o PSB até agora é um fato novo na política local diante da virtual candidatura governista defendida pelo ex-deputado estadual José Domingos Fraga pelo União Brasil.
No ainda distante 2.026, o atual governador Mauro Mendes deve ir para a disputa ao Senado Federal, passando o cetro para o vice-governador Otaviano Pivetta, que seria esse o esboço regional, levando esses nomes a manter distância dos embates meramente paroquiais.
Sendo assim, o “espectro” em vislumbre na atualidade é o da formação de chapas, majoritárias e proporcionais, além da construção de ideias que conectem o político ao eleitor. E mais que azes na manga, os candidatos terão que correr atrás do prejuízo, notadamente os detentores de mandato proporcionais, verdadeiros avestruzes quando a necessidade exigia que se mantivessem com a cabeça erguida na defesa dos seus representados.
Antes do pano cair e as luzes se apagarem…




















































