Certa vez, um produtor de mel da zona rural veio para a cidade para comercializar a sua produção. A uma distância percorrida de, no mínimo, 70 km para vir até a cidade e a mesma distância para voltar.
É a forma encontrada de lutar pelo seu pão de cada dia em que pese a luta cotidiana para colher o mel, envazar, rotular e comercializar. Pensa que é fácil?
E uma vez aqui na cidade, o jovem do mel tem o seu caminho cruzado com uma personalidade lendária, dos velhos golpes do fiado. Dos calotes onde o lema é: comprar como sempre e pagar quando der.
E não é que o rapaz do mel caiu na velha lábia do “melzinho na chupeta”. Mesmo sem oferecer, aquele destemido cliente interessou-se pelo produto e logo propôs compra para pagar em breve, muito breve.
Essa brevidade é que não adoça a vida de ninguém. E não é que o mel virou um favo de malagueta. Eis que, mais um calote foi perpetrado pela lendária figura.
E a fila aumentou…
Fotos: Reprodução – Meramente Ilustrativa






















































