Quando ainda vivo, em seus instantes de revolta, o velho líder maçônico, Adriano Silva, da antiga Pousada Kisono, costumava dizer que Nobres se assemelha a um velho garimpo em cujas jazidas muitos “bamburram”.
Foto: Meramente Ilustrativa
Ou seja, Nobres é uma velha fonte inesgotável de enriquecimento ilícito a cada temporada… a corrida do ouro, que integra o calendário eleitoral a cada quatro anos.
Não há como não corroborar com Adriano Silva, senão vejamos, a construção de uma creche, da qual sou cliente através da minha neta. A creche foi construída em uma ilha (sic!) que, segundo a Geografia, está cercada de água por todos os lados.
Até hoje, ninguém sabe como se deu a escolha do local para erguer a tal creche no Bairro Ponte de Ferro, uma “ilha” de problemas estruturais, cercada de água e mistérios por todos os lados. Certa vez, em companhia do vereador Vidal Rodrigues, estivemos na lateral da creche, parado, onde o então vereador argumentava que o local da creche estaria errado e que seria ao lado da atual edificação.
Quem teria sido o esperto, que vendeu ou que adquiriu aquela área, a Ilha de Alcatraz, cercada de tubarões, crocodilos, caramujos, mosquitos e uma pequena fazenda onde se cultiva cana de açúcar e bananas?
Área errada para uma creche, construção inacabada e um suposto pagamento adiantado para conclusão das obras. Nunca ninguém pesquisou isso, ou seja, quem escolheu, quem pagou e como pagou.
Um pouquinho mais adiante, à margem direita da Creche em Alcatraz, saiu-se com essa, a aquisição de uma área para atividades sócio esportivas no Bairro Ponte de Ferro. E buscaram uma área ao valor de R$ 65.000,00, justamente em meio ao aguaceiro, no bairro das águas.
E mais, a aquisição foi aprovada em 20 de dezembro de 2.012, quando as atividades legislativas já estavam encerradas. Pensa que é tudo? A área adquirida não tinha entrada em nem saída.
E o complexo esportivo virou associação de caminhoneiros. Por volta de 2.020, ou mais adiante, adquiriu-se um terreno contiguo para garantir a entrada e a saída para a área, cujos valores auferidos pelos aluguéis para quem tem caminhão dormindo ali ninguém presta contas publicamente.
E o complexo esportivo virou associação ou pátio para caminhões sem que ninguém preste contas de nada; se presta, não é domínio público.
OUTRA
A Oficina de Higiene e o Residencial “Dona Miri” foi mais um caso de área trocada. E pasmem! A Oficina de Vasos e Pias higiênicos, erguida em área pública hoje é uma residência, murada e de propriedade privada. Alguém sabe explicar sobre essa transação imobiliária?
Tem coisas que só acontecem em Nobres. E sem que ninguém investigue. Conta a história que no passado, conselheiros do TCEE-MT recebiam imóveis para aprovar contas de gestores. Tanto que na primeira gestão do então prefeito Leocir Hanel, um conselheiro tomou chá-de-cadeira esperando para vindicar área de sua propriedade. Que propriedade?
Mas, há muito mais coisas que a nossa vã filosofia possa imaginar. Por exemplo, como um podador de árvores enriqueceu… só no papel e sumiu do mapa nobrense, deixando os precatórios para outro gestor pagar.
Mas, essas são apenas umas das pérolas que saíram do velho garimpo nobrense que ainda tem muito mais em sua imensa jazida… se a memória não me falhar.





















































