Recentemente, os líderes sindicais dos trabalhadores municipais, SISPUNOBRES e SINTEP, de classes distintas no ordenamento sindical, Agnaldo Soares de Campos e Pascoal Sasso, respectivamente, foram ter com o prefeito José Domingos Fraga Filho (União Brasil).
Após um “chá de cadeira” de uma hora, o prefeito apareceu para apresentar as suas justificativas e a principal delas, absolutamente inconvincente, a de que a folha salarial está inchada e não será possível atender aos reclames do funcionalismo público municipal.
Para Zé Domingos, durante a reunião, só será atendido o ganho real e nada além. A alegação do gestor é a de que a folha se encontra em alto valor. E não poderia ser diferente, considerando-se que a elevação é fruto da “engenharia” do próprio gestor para conseguir trazer para Nobres os “galácticos” de primeiro e segundo escalões.
Na linguagem do populacho, privilégios a amigos e uma maioria tratada a pão e água, caso específico dos servidores públicos municipais que, na visão governista, não tem merecido os percentuais de correção salarial através do Regime Geral Anual (RGA), além do estritamente necessário.
Esse percentual, previsto no índice real, não poderá ser exceder, conforme Zé Domingos, para não onerar a folha salarial, provavelmente, na casa dos seis milhões de reais, conforme aventado.
NA OUTRA PONTA
A Organização Social de Interesse Público (OSCIP), nem tão interessante assim, leva cerca de meio milhão de reais do município, onde pessoas ligadas aos comandantes recebem de sete a oito mil reais. Um médico teria a remuneração de quase noventa mil reais.
Sem poder nomear, a mágica acontece através de uma organização social, bem debaixo do nariz do TCE-MT. Esse mesmo TCE-MT que em tempos idos já teve a sua Oscip e aboliu essa manobra utilizada para burlar a própria vigilância.
DINHEIRO EM CAIXA
Recursos na casa dos três milhões de reais oriundos da Iluminação Pública estão guardados nas contas públicas e nos bairros da cidade, faltam lâmpadas.
O CEFEM está com recursos guardados em valores bem próximos dos 6 milhões de reais, em outrora, utilizados em obras de pavimentação asfáltica de qualidade duvidosa, na educação ou em qualquer outra eventualidade.
CONCLUSÃO
Assim está o município de Nobres, onde a população está sendo obrigada a aceitar um modelo de gestão concentrador e com secretários que não agradavam a gregos e, ultimamente, nem a troianos.
A insustentabilidade administrativa desses assessores diretos nomeados pelo prefeito Zé Domingos já está presente na Câmara Municipal de Nobres, onde os vereadores da situação estão se rebelando e fugindo da impopularidade da gestão, bancada pelo Chefe do Executivo Nobrense.