Qual o carro-chefe da economia nobrense? Salvo o turismo, atualmente bastante fragilizado, o comércio e o serviço público além da extração mineral, cujos os proprietários nem residem em Nobres e não investem aqui, a não ser na mão de obra.
Sojicultura? Agropecuária? Afinal, de onde vem essa fabulosa renda da população nobrense para fazer face aos projetos altamente onerosos contra os munícipes. O IPTU, cobrado através de imagens de drones, é altamente oneroso à combalida economia local.
E os vereadores, a maioria, não se dá conta que se encontra diante de uma pauta que representa uma verdadeira bomba embora de efeito retardado. Como pedir votos aos deputados no ano que vem? Será que, apostando na memória contra o esquecimento?
Na mais recente sessão ordinária da Câmara dos Vereadores, realizada em 15/10, após a aprovação da renovação do contrato com a concessionária de água e, futuramente, de esgoto, só ali, já restou uma carga de desgaste aos parlamentares. E está em mãos da justiça.
E agora, mais recentemente, mais uma bomba está em mãos dos parlamentares, um novo projeto polêmico está em tramitação no Parlamento. E o pior, mais um que vai contra a economia popular.
Durante a sessão de 15/10/25, já vista como a noite das “bananas”, começou a tramitar o “Projeto de Lei nº 42/2025, que pretende conceder honorários advocatícios a advogados comissionados do Município — profissionais que já recebem salários de até R$ 20 mil por mês, sendo que dois deles sequer cumprem jornada presencial, atuando em regime de ‘home office”, conforme aponta o vereador dr. Emerson Flávio de Andrade.
Ainda, segundo o parlamentar e advogado Emerson Andrade, o mais grave é que “o projeto também prevê o pagamento de honorários em demandas extrajudiciais, ampliando o benefício, mesmo quando não há atuação direta em processos judiciais”, destaca.
Conforme o parlamentar, “em outras palavras, trata-se de uma proposta que vai onerar ainda mais o contribuinte, premiando servidores comissionados já muito bem remunerados, em plena crise financeira municipal e com servidores efetivos enfrentando dificuldades salariais e falta de estrutura básica de trabalho”, argumenta.
E o vereador do Podemos esclarece outro ponto, que “tais honorários advocatícios pertencem aos advogados que atuam de forma autônoma e de resultado, não a quem já recebe vencimentos fixos do erário”.
E o dr. Emerson arremata: “o que se espera da administração pública é transparência, responsabilidade e equidade, não privilégios disfarçados de reconhecimento profissional. O dinheiro público deve servir ao povo — não para aumentar ganhos de poucos”.
DESGASTE:
Esse grito, esse alerta servem para todos os vereadores na iminência de “queimaduras”. Não se trata de uma mera posição da chamada oposição, mas de assumir os desgastes causados por esse processo de modernização e de “privilégios” que está virando modismo em Nobres, a malfadada inexigibilidade de licitação, conforme o artigo 74 da Lei nº 14.133/2021, ela ocorre quando a competição é inviável, sendo a contratação direta permitida nesses casos.
Em Nobres, por volta de 1.989, essa tal “notória especialidade”, foi parar na Justiça e ao menos uns 10 calhamaços processuais estiveram expostos na Câmara Municipal de Nobres por conta dos honorários ser auferidos assim que o ICMS caía à conta do município.
Mais uma conta que o povo pagou e, doravante, seguirá pagando.
E qual será a posição dos nossos vereadores? Será mais um “round” entre o emprego de seus apadrinhados e a luta em favor do povo.