
Conforme nota divulgada pelo jornal “A Gazeta” em edição recente, consta que “em Mato Grosso, 36 municípios tiveram mudanças no coeficiente adotado para repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM)”.
Segundo a nota, as mudanças são consequências do recenseamento demográfico realizado pelo IBGE. Destes, 20 apresentaram acréscimo de população, 16 redução e os demais mantiveram os mesmos coeficientes. O levantamento foi realizado pela equipe técnica da AMM. Os municípios que tiveram aumento de população já garantiram acréscimo no FPM da primeira parcela de julho.
E para não dizer que não falamos das flores… os dados levantados indicam que alguns municípios tiveram redução, mas não terão perda financeira em 2023, ou seja, pelo menos por enquanto, levando-se em conta que a redução no repasse será aplicada a partir do próximo ano e de forma gradual para não impactar as finanças locais.
E para colocar Rosário Oeste ainda mais no fundo do poço, o município figura entre os municípios de Mato Grosso que tiveram redução de população e perdas com o novo coeficiente do FPM e estes são os seguintes: Alto Paraguai, Apiacás, Barra do Bugres, Cláudia, Colniza, Cotriguaçu, Feliz Natal, Guiratinga, Itiquira, Juruena, Nova Olímpia, Ribeirão Cascalheira, Rosário Oeste, Santo Antônio do Leverger, São José do Rio Claro e Vila Rica. (UL).
Na situação específica de Rosário Oeste, muita gente foi embora e há bairros inteiros de ex rosarienses em Nova Mutum, há muitos munícipes que deixaram a cidade em direção às cidades do Norte do Estado. O êxodo populacional resulta da estagnação do município e da ausência de políticas públicas que possam melhorar a qualidade de vida da população em setores como saúde, educação e infraestrutura.

(Foto) Líder do Governo na Câmara de Vereadores, vereador João Arruda (Tito) que um dia foi oposição
Mas é na educação o quadro de piora que o município de Rosário Oeste apresenta, com descaso para a primeira fase do ensino, com unidades de ensino deterioradas e este quadro se junta com o do transporte escolar e as estradas municipais no setor rural abandonadas, esburacadas, onde os alunos são transportados em ônibus tão iguais as estradas, sem assento, sem cinto, com vidros quebrados.
Mas, pergunte a um vereador sobre este cenário e eles dirão que está melhorando e que fazem de tudo para mudar esta percepção. Rosário Oeste é apenas um pobre município, cortado por uma rodovia estadual por onde circulam caminhonetes e carros de luxo de grandes produtores rurais, cuja produção passa também aos olhos de todos pela rodovia federal 163/364, em uma cidade estacionada no tempo que sucumbe pelos maus governos e este último, está “sob encomenda”, amparado por parlamentares que não estão nem aí para o povo e nem pelo município.
Já onde há preocupação com a população e se pode ter uma qualidade de vida melhor, o aumento de população e ganhos com o novo coeficiente do FPM foram os seguintes: Arenápolis, Aripuanã, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Carlinda, Canarana, Juína, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Xavantina, Paranatinga, Pontes e Lacerda, Porto Alegre do Norte, Poxoréu, Primavera do Leste, Querência, São Félix do Araguaia, Sinop, Sorriso e Terra Nova do Norte.





















































