
O município de Nobres, reconhecidamente, sempre foi curral eleitoral de políticos descompromissados com a realidade do município. Nem todos, obviamente. E os votos por aqui são “comercializados” no atacado e no varejo, o que tem proporcionado a eleição de deputados estaduais, federais e senadores que completam a votação através dos eleitores daqui.
Conta a história, que um certo candidato a deputado procurou alguém daqui para tentar abiscoitar (de novo!) os votos dos nobrenses. Aquele que foi procurado, já teria se compromissado com outro candidato.
Foi aqui que o intermediário sugeriu um nome, famoso por estas bandas, elegante e de fino trato (só a casca, igual fruta de conde). O contato teria ocorrido e os acertos preliminares configurados, valores repassados e era só aguardar a votação carreada pela liderança.
Veio a eleição e o resultado nas urnas foi inexpressivo, o líder com quem se combinou, teria tomado posse da cota repassada e nas urnas, os números foram pífios.
Resultado, o intermediador foi interpelado e teria ouvido: “que presepada você me arrumou, hein!?. Passei o dinheiro e os votos não apareceram”.
Daí, a lenda do “Trairão do Arinos”, onde figuravam um candidato, o atravessador e o cabo eleitoral, tchique, no úrtimo. Desses que fala ‘difiuci’ e se impõe como líder, tal e qual aquele que fica em cima da ponte, esperando a mesma água que passou por ali naquela horinha… retornar.
Aliás, Nobres, incrustado no Vale do Tombador, na outrora região do Arinos, ali pelas bandas da MT-240, é onde se encontra velhos trairões naqueles rios de águas límpidas.
E por falar em trairões, o município está cheio desses espécimes, de um tempo a este, quando uma autoridade política escolheu, depois de muito vasculhar (teias e aranhas), um nome que representaria a salvação da lavoura, um grande amigo; desses que entra sem bater na porta.
Fez é fisgar um bagre ensaboado, desses que costumam ferroar os próprios amigos. É mais um caso em que a criatura se vira contra o seu criador. Trouxe para o Vale dos Trairões um bagre africano, desses que comem outras espécies.
Mas não faz mal, a história revela capítulos interessantes, como o de Abel que matou Caim; há relatos de que Judas tinha amigos influentes e foi quem foi…
…vamos aguardar a próxima perfídia contra o povo de Nobres, sempre vendido pelos vendilhões do “templo na política”.




















































