
As campanhas políticas, tal e qual as batalhas travadas em guerras diversas, a muitas delas ou em todas, foram dadas denominações. “A águia pousou” é o mais aclamado romance de Higgins. Ambientado na Segunda Guerra Mundial, trata de uma ousada conspiração nazista para sequestrar o líder britânico Winston Churchill.
O General Collin Powell, já falecido, batizou de “Tempestade no Deserto”, os ataques contra o Iraque de Saddam Hussein, derrotado pelo exército dos EUA e seu poder bélico.
Os órgãos da segurança pública costumam batizar as suas operações policiais com denominações, algumas com elementos da mitologia grega ou qualquer citação que tenha relação com as ações que possam estar em andamento.
Na política, ao menos nas que ocorreram em Nobres num passado não muito distante, não se pode fugir à fantasia, rocambolesca ou cabotina, das denominações de bastidores das campanhas políticas. No ano 2.004, o período em que a malvada panfletagem corria solta, uns papéis esverdeados serviram para demolir uma estrutura de campanha. Lógico, seguida de fatos fantasiosos plantados na imprensa sobre um possível afastamento do então candidato, o velho Devair Valim.
A lenda do “panfleto verde” ainda hoje é contada e sabe-se que foi apenas um antídoto contra aquele que mal sustentava-se no poder. Nunca um papel na ventania foi tão eficaz para derrubar um reinado.
Tempo depois, essa papelada foi reinventada e nem os amigos foram perdoados. Saíram-se com um tal “bunda branca” que àquela altura já estava do lado inimigo. Mas que importava, a mensagem visava isso mesmo, balançar o esqueleto… e a bunda, não importando a cor.
E o tempo foi empurrando os fatos, mas ninguém ainda esqueceu de um cidadão comum, extraído das melhores fantasias de Dom Quixote, um certo simplório João Martins que teria abiscoitado uma fábula do erário com uma enxada, uma pá e uma artilharia pesada contra o erário. Ao ponto de se registrar um saque de supostos R$ 500.000,00 de uma conta a outra, à boca do caixa.
Nessa “guerra” urbana, o contribuinte é o bombardeado, sempre. Mas, como é o contribuinte sempre o vilão, vieram outras e outras nefastas ações contra o erário. Por aqui, pelo Vale do Tombador, já passou um ciclone que talvez possa ser denominado de “Waldinei A.”, que arrasou com a economia municipal.
Como nos livros, tem o que conta, em oito partes, como Robin Hood reuniu um bando de homens alegres, que só roubavam de nobres arrogantes e clérigos abastados. Bem, uma lenda é uma lenda, mas por estas bandas realidade sempre foi realidade e não havia essa de tirar dos ricos e dar aos pobres.
Via de regra, o que sai dos cofres sempre vai parar nos bolsos e serve para complemento da mesa farta de quem já tinha um pouco além dos “manés”, considerando que malandro sempre será malandro.
Houve um tempo, que não se deve repristinar, em que o dinheiro do pobre trabalhador desapareceu do fundo de pensão naquela pequena cidade de Sherwood. E pensava-se numa lenda contada que tal dinheiro seria devolvido. É como a lenda da tal “mula sem cabeça”, que pode ter existido quando ainda não havia luz elétrica e as lamparinas faziam sucesso.
Não fossem os heroicos trabalhadores de Sherwood acordarem, estariam sem fundo… sem lenço e sem documento, esperando a devolução ao velho baú… uma espécie de arca perdida.
Na próxima etapa, vamos nos lembrar da Arca de Noé, onde todos os bichos foram enclausurados… de 01 até o 25; o que os 11 Cavaleiros do Apocalipse viram e se calaram. Será por quê? De como a avestruz até vaca favoreceram uma campanha de agasalhamento.
E temos ainda a verdade ou a lenda sobre Tupã, que é o deus dos relâmpagos e trovões, assim como o deus supremo do panteão Tupi-Guarani. Tupã é considerado o criador do universo, e, mais especificamente, o criador da luz. E que luz…
Cada lenda que nos contam e as temos na caderneta. E vovó já dizia: “não mexam com minha boca”. É mesmo vovó?




















































