… em uma cidade do interior, pequena, porém, de pessoas de coração e almas nobres; uma gente trabalhadora que, de tão humilde, acredita em Papai Noel, na lenda da mula-sem-cabeça, na história do boi tatá e outras fantasias que há por aí, resgatadas de quando em vez, quando não seja de vez em quando do anedotário popular.
Eita! Povo bom e abençoado, do tipo que vê assombração, consegue enxergar alma penada e nas mais diversas crendices que habitam o lendário popular. Mas não consegue vislumbrar gente maldosa e muito menos aqueles que enriquecem ilicitamente à custa do erário.
E uma dessas lendas contadas por aqui, é a de que um homem, indignado com tantas coisas ocorrendo em determinada prefeitura, resolveu “tomar coragem” (se é que haja essa marca de aguardente) e foi até o Palácio das Perdidas Ilusões. Em lá chegando, cheio de coragem, chamou a atenção do tal prefeito, em tom amigável, claro.
Teria dito, “olha aqui, sujeito, você precisa se situar sobre ser prefeito. Pare de ficar falando asneiras e pornografia. O cargo de prefeito, é preciso ser levado à sério e vai além dessas asneiras que você anda dizendo”.
Teria dito, podendo ficar o dito pelo não dito, como queiram. Lembrando que o dito cujo não estava presente. Então, se não foi uma abordagem abusiva, talvez seja considerada corajosa, chamar a atenção do sujeito em seu próprio território. Que coisa feia, senão abusiva.
Contam, os mais próximos, que por aquelas bandas era comum ouvir histórias sobre uma tal Mercedita, grande sucesso musical; sobre aquelas histórias de periquitos no milharal… que dizem, fazem muito barulho, mas não comem nada e nem ninguém. É mesmo?
Voltando ao audacioso interlocutor e suposto abordador, não há relatos verídicos sobre quem ou no que ele se transformou. Mas, diz-se, por aí, que o cara queria, mesmo, era ocupar o lugar daquele rei da pornochanchada.
E aquelas histórias sobre o rabicózinho e do aí, aí, aí… mamãe, será que cessaram? E o revoltado elemento, será que fim levou, tornou-se prefeito. Será que aquela empreitada não seria apenas uma preparação para o vestibular em substituição ao rei do pornô?
Ao som de João Bosco e Aldir Blanc, curtindo a música “O Bêbado e a equilibrista”, vamos pesquisando a continuidade desse épico posicionamento, de se chamar a atenção do plantonista pra mais tarde estar no lugar dele. Acho que Elis errou no título dessa música, embora sobre a ditadura, talvez fosse mais real “O bêbado e a alpinista…”. “Caía a tarde feito um viaduto; E um bêbado trajando luto; Me lembrou Carlitos; A Lua, tal qual a dona do bordel: Pedia a cada estrela fria; Um brilho de aluguel…”.
Uma parenta minha, das antigas, dessas que ouvem vozes, alegadamente do além, diz que sabe o fim da história, do substituto do rei do pornô pelo integrante dos AC (Alcoólatras Conhecidos). Essa parenta minha, duas aliás, costumavam circular pelo tradicional bairro da ZBM, portando vidrinhos contendo álcool dobrado (diz-se da mistura de água com álcool) nos seios.




















































