
Infelizmente, em Nobres não se sabe mais o que é público e o que é privado e todas as narrativas são desqualificadas por uma “troupe” montada pelo chefe maior, um dos artistas mais perspicazes dos últimos anos na política. O que come o queijo do patrão e ainda é aplaudido.
Em Nobres, bem remunerados e intrépidos homens da mídia oficial (e privada, também), desmentem a tudo e a todos em quaisquer circunstâncias. Tamanho heroísmo tem um preço, por atuar na defesa do chefe, do subchefe, do casanova, do lindão, que mais parece soda cáustica… o que come tudo.
Mesmo empenho não ocorria, antes, porém, a narrativa mais coerente, foi a conspiração para derrubar a então secretária de Saúde há alguns anos atrás e tomar posse do lugar e no lugar dela, fato que propiciou a conquista de tantos votos em favor de uma candidata.
Vereadores foram conspurcados a “operar” contra o governante, ameaçando-o de afastamento por 180 dias. Essa foi a senha para se tomar a Secretaria de Saúde, onde mais brotaram votos, aos bamburros para uma candidata. Narrativas irreais são aquelas em que o sujeito ameaça derrubar o prefeito para tomar o lugar da Secretaria de Saúde.
Uma narrativa nada fantasiosa vem do complô armado contra o subprefeito Acendino Mendes, afastado da Subprefeitura por interesses mesquinhos de um grupo que sempre teve um líder, um especialista em conspiração.
O prefeito José Domingos cedeu aos propósitos desse líder da conspiração e se não caminhar como manda o figurino do grupelho, vai enfrentar conspiração, também. Considerem que narrativa for, mas o prefeito está cedendo terreno e hoje já não se sabe mais o que é oficial e o que é informação privada. Cuidai e vigiai, prefeito.
O líder do grupo conspiratório parece comportado, mas tem usado a mídia oficial (e extra oficial) para atacar aqueles que não se coadunam com a linha de pensamento do grupo. Cada um tem seu interesse nesse alinhamento, onde estão incrustados os interesses pessoais e financeiros. Cada qual com a sua conveniência.
Fica difícil de entender as conveniências de cada um, mas tudo tem uma única vertente, a de se dar bem sobre os cofres públicos. O dinheiro vem mais fácil e é mais conveniente sobre o acobertamento de uma grande aliada, a lei do colarinho branco, que cria privilégios e garante aplausos a políticos corruptos. Na cadeia alimentar da política, os políticos são os reis dessa selva, já a imprensa (com ou sem narrativa real) está representada pelas hienas.
Mas também podemos encontrar nessa savana, os ofídios que costumam comer a própria espécie em nome do dinheiro. E convenhamos, cada qual com a sua conveniência. Afinal, a única narrativa conveniente é aquela que trata dos trinta dinheiros, oriundos dos cofres públicos…
…sob a proteção da lei que não leva ninguém pra cadeia, aquela que trata dos crimes do colarinho branco.





















































