
O secretário municipal de Saúde, Itamar Bonfim, ainda em boa conta perante a população municipal, mas a sua popularidade está por um fio. É preciso reagir diante de fatos desastrosos como o ocorrido na noite de 29/05, quando o ex-prefeito Leocir Hanel precisou de atendimento de urgência e a resposta foi demorada.
Consta que foi cerca de uma hora e meia para atendimento do ex-prefeito Leocir Hanel, de Nobres. Ainda assim, após mobilizações de políticos que conseguiram uma ambulância da Rota do Oeste para deslocamento do paciente para Cuiabá.
De toda sorte e com uma certa providência Divina, o quadro de saúde do ex-prefeito Leocir consta que é estável e sem tanta gravidade no dia de hoje (30/05).
O lamentável desse fato todo é a inoperância que a saúde pública demonstrou ao não fornecer uma ambulância para transferência do ex-prefeito. Esta não foi a primeira vez que esse fato negativo acontece. Recentemente, um paciente teve negada a sua transferência, ainda que por ordem médica, para exames em Cuiabá.
Com muita insistência, o paciente foi removido para exames, acompanhado de um médico. O responsável pela ambulância são dois servidores públicos que não costumam atender ligações noturnas, conforme se apurou. Ademais, alega-se que a ambulância pertence ao município e não ao setor privado.
No caso específico de ontem, Nobres não dispunha de nenhuma ambulância, mesmo após quase cinco meses de gestão e nenhuma auditoria nas contas da Saúde nos últimos seis meses de 2.024. Quem cala consente. Mas, a falta de ambulância não justifica as ocorrências de estrelismo no setor público.
Lembre-se ainda, do aparato de fiscais para notificar sobre podas de árvores e proibição da comercialização de produtos da agricultura familiar no comércio local. Excesso de zelo de um setor que não responde e nem corresponde aos anseios do povo.
É… seo Zé, é hora de reagir e chamar o secretariado às falas, olho no olho e não por telepatia, como tem certos servidores em atividade. Daqui a pouco, pacientes serão “teletransportados” para atendimento em outras galáxias.
Está então estabelecido um imbróglio embora todos saibam que o contribuinte, que paga os seus impostos, é que precisa ser respeitado, tanto no setor público quanto no privado. Enquanto o secretário de Saúde não romper com determinados ataques de estrelismos, infelizmente, as pessoas vão continuar “se achando” e jogando com a vida dos munícipes/contribuintes.
Saúde pública não é passarela, é bom se lembrar disso. São vidas que dependem de quem ganha para isso.
Se esse descaso ocorreu com um ex-prefeito, o que não se dirá sobre o cidadão comum, aquele que precisa ser transferido para outros municípios.
Tinha que acontecer esse fenômeno negativo justamente com aquele que mais se preocupou com a saúde popular. E o mais estranho nesse cenário todo, é que nenhuma nota foi publicada por aquele que comia, bebia e recebia do hospital. Além, é claro, de ficar à espreita do então prefeito à porta da rádio para pedir “vale”.
O site “Fatos de Nobres” acompanhou todo o ocorrido, levando a informação como ela de fato ocorreu. É como diria o falecido Cal Maia, “a verdade, nua e crua”.
Segundo Edemar Bueno, do site Folha de Nobres: “Em mais um retrato da falência da saúde pública no município de Nobres, o ex-prefeito Leocir Hanel precisou esperar inacreditáveis 90 minutos por socorro após passar mal em sua residência. A razão? Falta de ambulância disponível na cidade”.





















































