
Os rompantes de uma nova gestão administrativa começam pelos boatos disseminados, de que não se aceitará nem isto ou aquilo. Os indicativos apontam que esses rompantes se assemelham ao fogo fátuo, um fenômeno que apresenta meras fagulhas e não avançam.
A renovação de contrato com a concessionária de água e esgoto(?) é um desses temas que precisam ser discutidos e rediscutidos amplamente, envolvendo a Câmara dos Vereadores e representantes da sociedade civil organizada. E ainda o Ministério Público, se for o caso. Com as lideranças de bairros, se aqui estivesse uma representação não fantasiosa como a malfadada UNAMB (União Nobrense de Associação de Bairros).
Reconhecidamente, dois fatores estão conectados entre si, quais sejam, a figura do prefeito, que não é única e não tem como decidir sozinho, considerando-se que não seja “dono” do município e não seja interessado único. E de outro lado, a Câmara dos Vereadores é onde está um colegiado que representa as aspirações de todo um povo e em algum tempo de um quadriênio que está apenas começando, terá que agir em favor dos seus representados.
A população do município de Nobres ainda não perdeu a capacidade de se indignar e ainda que conte com um ou dois vereadores, estes terão a função de zelar pelo bem de todos. O tema terá que ser colocado às claras porque envolve interesses de uma maioria ampla, exatamente a população consumidora.
É importante destacar que, daqueles escombros entre a transição da extinta Sanemat e a incorporação do sistema de água pela atual concessionária, muita coisa mudou, a maioria positiva. Mas é preciso avançar e modernizar, de tal forma que o cidadão consumidor não seja o único a pagar pelo novo.
No ano de 1.998, um único vereador atravessou o caminho das negociações e teve sérios problemas na sua trajetória política. Trata-se do ex-vereador Wanderlei de Almeida (PSB, à época), contrário ao processo de concessão.
Nos dias de hoje, o processo democrático avançou e as ações políticas e administrativas estão com regras mais claras. As negociações que envolvam a sociedade civil precisam ser discutidas com a amplitude que a comunidade exige, com regras claras e sem meias verdades.
É bem verdade, não se trata de adivinhações, mas da busca de clarividência nas ações que envolvam o contexto da população do município de Nobres.
O que foi colocado antes da campanha, agora mudou de contexto, já que se tem um novo prefeito e tudo precisa ser feito às claras para que não haja arrependimentos e não se torne uma medida bilateral e com riscos de judicialização futura.
Qualquer que seja o posicionamento de ambas as partes (público e privado), podemos colocar aqui neste espaço como forma de transparência.
Oxalá!, a Câmara de Vereadores não se transforme em mera sucursal de carimbagem do poder que deve fiscalizar, por dever de ofício.





















































