
Além de colocar à disposição do município toda a sua experiência como homem público ao longo de mais de quatro décadas como servidor público estadual, legislador e executivo, o prefeito eleito José Domingos Fraga terá que promover alinhamentos entre comandantes e comandados na sua futura gestão.
Ocorre que os últimos oito anos da gestão atual, do prefeito Leocir Hanel, a boa relação com o funcionalismo público municipal foi só aparente e com evidente despreocupação para com os interesses da classe trabalhadora. Não por acaso, em suas reuniões políticas o então candidato Zé Domingos preocupou-se em demonstrar que tinha a pretensão de mudar essa conceituação, buscando promover uma gestão mais próxima da comunidade, fato que inclui os servidores públicos municipais.
Além da valorização profissional, há que se oferecer boas condições de trabalho e tratamento respeitoso para com a classe, olhando direitos sem que para isso tenha que se oprimir quem trabalha. Até porque, com o advento dos parâmetros normatizados, até a esta altura, muita gente já conhece o que é assédio moral e outros direitos, até então não vindicados.
É lamentável que a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) seja utilizada para monitoramento de servidor, de tal forma que o servidor que não apareça nas imagens de câmeras seja dado como “invisível”. Além dos diálogos impositivos desagradáveis e despropositais, que se assemelham a um regime quase que militar da parte de determinados subalternos.
Essas percepções caminham com a necessidade do alinhamento com o senso crítico quanto a aceitação de visões contrárias ao modelo de gestão.
Assim sendo, há que se propor um novo modelo de assistência social, onde a população menos favorecida, nas comunidades efetivamente pobres, essas pessoas tenham voz e vez. A assistência tem que ser social, de fato e por direito, com atenção do poder público, onde o poder precisa estar cada vez próximo dos seus representados.
As praças necessitam ser locais de lazer, de visitação e não como está, ocupada por pessoas desesperançadas e entregues ao alcoolismo. É ali que se aplica o conceito de assistência social, que vai mais adiante da simples seleção de quem deve receber cestas básicas. Como básicos são os cursos ofertados.
A pessoa idosa precisa, efetivamente, de muito mais que uma atenção basiquinha. Passeios, músicas, palestras e tratamento diferenciado e que se torne referencial para outros municípios.
O vereador é o que representa a sociedade civil e precisa ser ouvido perante as pastas, notoriamente por aquela que trata da estruturação viária e de melhorias urbanas.
Enfim, há que se redefinir as políticas públicas e suas práticas, ainda hoje, repousante em berço esplêndido. E que as propostas sejam de fato enfatizadas, porque há pessoas, as que pagam impostos e querem ver o novo sendo novo, real e palpável.





















































