
O município de Nobres vive um novo modelo de gestão, não só política, mas também no estilo de agir do novo prefeito, o experimentado ex-prefeito de Sorriso e ex-deputado José Domingos Fraga Filho (União Brasil).
O estilo adotado pelo prefeito Zé Domingos guarda semelhanças com a postura de Donaldo Trump, onde a disseminação do caos é a estratégia para desviar a atenção do que é mais necessário e que precisa de respostas.
A linha de ação desse Donald Trump da periferia é a de expor as feridas de um governo lançando mão dos próprios personagens do ex-governo, seja para recontar os fatos ou para criar vínculos com os erros que ele herdou.
No podcast levado ao ar no dia 05/03/25, aqueles mesmos personagens que estiveram no cômodo exercício do mandato com o então prefeito Leocir Hanel são os mesmos que ajudam a contar a história controversa daquela administração. E com requintes de perversidade a que são induzidos, cutucando as feridas que uns e outros ajudaram a causar.
Um programa em que a mídia é utilizada para reavivar fatos negativos sob a ótica daqueles que vivenciaram a gestão do ex-prefeito Leocir Hanel, isso não daria um bom enredo para um longa metragem sobre a teoria da conspiração?
E não seria só teoria, mas a própria conspiração, que é quando se está dentro do governo e cria mecanismos e encontra parceiros dispostos a atuar pelo afastamento do prefeito por 180 dias. E com que finalidade? Derrubar alguém de um lugar e assumir o posto desse indivíduo.
Então, o prefeito Zé Domingos está certo ao não assumir responsabilidades de outrem. O que se não nos parece certo é se utilizar daquele quem também contribuiu para o sequelamento do governo para ajudar a expor essas mesmas sequelas.
A sagacidade do prefeito Zé Domingos fica evidenciada na medida em que contratou para trabalhar na área da mídia, justamente aquele que esteve lado a lado do prefeito, como a um bom conselheiral, ajudando a erguer as pilastras de uma gestão que está sendo desgastada pela exposição na mídia oficial.
Se isso não foi o tradicional toma-lá-dá- cá, seria o que?

No podcast, ficou absolutamente clara a manobra de combater as mazelas justamente com quem esteve dentro do governo, além do próprio prefeito atirar sobre a cova dos leões outros nomes que estiveram na gestão anterior. É como que, ou saiam ou fiquem nessa saia justa. Como queiram.
Como nunca antes visto por aqui, esse espetáculo midiático tem seus personagens extraídos de fatos da vida real e que até há poucos dias comiam e bebiam à mesma mesa.
Diante dessa mania de perseguição, pode-se sugerir que a próxima pauta para o podcast tenha como tema a gestão da Saúde nos últimos 24 meses que culminaram em dezembro de 2.024? De como muitos servidores do setor foram usados como massa de manobra?
Mas, será que nessa novela da vida real, o atual prefeito não pode ser a próxima vítima?





















































