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Foto: Prolongamento da Rua Bahia, esquina com a Av. Mário Abraão Nassarden, no Bairro São José
Não estamos colocando em xeque o momento administrativo atual, mas é uma contextualização de um desagravo contra a população que não vem de agora. Os bairros São José e Ponte de Ferro representam o que há de pior no que se refere ao trato com dinheiro público, gasto em fantasias de uma engenharia, provavelmente, desconstrutiva.
A fiscalização municipal, ameaçadora e insistente, nos pontos mais ou menos organizados, manda intimar (ou seria intimidar?), enquanto isso, nos bairros citadinos, nos arredores do arredor, a imagem é de uma cidade provinciana.
Galinhas pelas ruas, entulhos onde seriam calçadas, galhadas de coqueiros e outras árvores “enfeitam” o cenário das caixas que seriam de recepção das águas pluviais.
Triste realidade e um desafio para a atual gestão que viu passar um ano sob alegada tramitação organizacional e com a folha salarial inchada diante de um ambiente “anêmico” em termos de efetivas ações. Na verdade, a administração atual praticou uma gestão “cartorial”, cheia de papeladas e legislações, que ao invés de pertinentes, soam impertinentes em relação ao que foi proposto em campanha.
Nobres é a terra das fantasias e se atentarmos ao passado, buscaremos dados de uma certa “operação impacto”, lá pelo fim dos anos de 1.990, por aí. Foi quando a cidade foi tomada de máquinas e caminhões para tudo se acabar no estado pré-falimentar no ano 2.000.
Depois, nos deparamos com um tal “estado mínimo”, mais uma quimera, feito cisco, atirado aos olhos do povo, onde nada se fazia e o dinheiro ia… que nem pudim em boca de quem gosta da iguaria.
Agora, mais recentemente, passamos um ano vendo patos aprender a nadar, mesmo com o passado de “campeão olímpico” e uma fama de gestor extraordinário e de fala mansa e promessas mil.
Se o atual gestor, José Domingos Fraga Filho (União Brasil) não se arranjar, vai pagar a conta por esse absurdo que são as obras (de ficção) no Bairro José e que desagua no Bairro Ponte de Ferro.
Tal situação, soa como uma afronta ao Estatuto da Cidade, tão debatido e aventado no município, de tamanho interesse que, enquanto se debatia o assunto com a comunidade, vereadores, à época, enchiam a cara em um boteco ali, bem próximo do local do “meeting”. Não é uma maravilha, essa boçalidade?
Junte-se a esse cenário de descaso, a população que coloca os entulhos à frente das casas a espera de um milagre na retirada, “de grátis”. De graça, nem injeção na testa.
Não, não estamos na “Década do Zé”, mas em um quadriênio que tem hora pra acabar. A Década do Zé, lá em Sorriso, deu no que deu…
…improbidade administrativa. E aqui, cá, onde estamos?






















































