Desde aquele ano de 1.965, quando a ditadura ainda estava recém parida e que ainda hoje alguns energúmenos dizem não ter ocorrido, que Nobres desvinculou-se do município de Rosário Oeste. Intrépidos cidadãos foram à luta para fazer estabelecer o novo município, através de alguns pioneiros, citados no único livro referencial sobre a história de Nobres, de autoria de Wagner Teixeira Florentino; citam, dentre outros, os nomes de José Rondon, Antônio Ferreira Lemes, Tomé da Silva Campos, José Elias de Arruda, Joaquim de Arruda, Felismino José Santana, Silvestre da Silva Nonato, Matutina da Silva Campos, Honorata de Campos, Justino de Paiva Coimbra, José Leite da Rocha.
Esses e muitos outros nomes, tal e qual o saudoso Mariozinho Moreira, ex-vereador, já falecido, um contador de causos e histórias de Nobres, do alto dos seus mais de 96 anos, já que faleceu bem próximo dos 100 anos.
Nesse hiato, entre a histórica decisão de se criar o município de Nobres, em novembro de 1.964, a promulgação só veio a ocorrer, de fato, 1.º de Maio de 1.965, por questões políticas entremeadas a intervenção militar.
Mas, dentre as gestões que Nobres já teve, os grandes esquemas de corrupção que remontam de alguns anos mais adiante daquele período pré fundacional, o município por seu povo, pujante e trabalhador, sempre vem se erguendo e reerguendo ao longo dos anos.
O enriquecimento ilícito tem sido uma nota dissonante, marginalizando o município como um todo e comprimindo a economia do povo. Infelizmente, à revelia dos organismos de combate à corrupção, o município segue cambaleante, porém, prosseguindo com a força de uma gente guerreira.
Manobras escusas, traição, conspiração, ostentação, compra de votos, empresas estabelecidas para atraiçoar os servidores que, por um emprego, se submeteram e ainda se submetem ao trabalho análogo ao escravo. São aquelas pessoas que trabalham para uma outra empresa instalada com aval do governante, legando condições desrespeitosas aos colaboradores, sem férias, sem décimo terceiro, sem nada. Aliás, a manutenção da própria empresa fica por conta de quem trabalha para aquela que aufere as maiores vantagens dentro de um esquema altamente prejudicial a apenas um ente, aquele que de fato trabalha.
Tudo isso, escancaradamente, para que se possa manter uma relação de sustento familiar, através do esbulho e dentro de um esquema que, se não for ilegal, é imoral e só engorda a empresa atravessadora.
Nestes 60 anos de história, infelizmente, vemos prosperar em Nobres esse tipo de empresa, debaixo dos olhos das nossas autoridades, sejam elas do Ministério Público, do Tribunal de Contas, da Receita Federal e outros órgãos de fiscalização.
E o pior, com a conivência dos gestores municipais, ao melhor estilo dos famosos “gatos”, que arrebanhavam trabalhadores para fazendas, ficando com parcela de colaboração. Empresas que financiam campanhas políticas e segue, incólume, pisando no pescoço daqueles que se sujeitam ao subemprego, imoral e ilegal.
Ao completar 60 anos de história, Nobres emerge mais uma vez das águas profundas da corrupção ao longo do tempo sem que ninguém seja incomodado e nenhum órgão de fiscalização olhe em direção desses disparates.
E os descalabros se complementam com o recente estabelecimento de uma nova ordem, a existência de um vereador substituto, o que surge em reuniões para representar o titular ausente. Nunca se viu algo tão inusitado, bem na cara dos demais parlamentares, onde o vereador substituto surge para participar de discussões de temas aquém de um mero intrujão.
Onde estão os órgãos fiscalizadores que não apuram ou investigam casos notórios de desvio de competência, de enriquecimento ilícito, de ostentação e de poder paralelo.
Vamos modernizar e chegar a outros 60 minutos, 60 horas, 60 dias, 60 semanas, 60 meses ou 60 anos tendo que assistir essa onda desenfreada de descaso com as leis existentes ou ter que agir contra esse estado de coisas em uma terra em que se acredita, hajam leis. As mesmas leis que punem políticos como Chico 2.000, Silval Barbosa e seus parceiros, precisa chegar até Nobres, rompendo, de uma vez por todas com essa bruma que toma conta do cenário político e administrativo desta terra, de gente com vocação para o trabalho e disposta a ir à luta, sempre. Até quando, esse circo?
Acima de tudo, parabéns brava gente nobrense!





















































