
Em um município onde a ilegalidade predomina, até mesmo no setor público, onde as camuflagens servem para abrandar as impropriedades presentes, uma associação de bairro segue emperrada e imobilizada pelo excesso de preciosismo de setores que deveriam incentivar os movimentos comunitários.
A Associação de Moradores do Bairro São José que, em outrora, funcionava como um clube social, onde se realizava bailes e onde até assassinato aconteceu no seu entorno, hoje, sequer pode cortar uma mangueira que corre o risco de desabar sobre um imóvel habitado e próximo ali do muro da entidade.
O excesso de preciosismo que toma conta de Nobres de um tempo a este tem chamado a atenção. Não bastasse isso, a entidade está “amarrada” e não caminha por conta de suposta propriedade de imóvel contíguo.
Em outras palavras, seriam dois imóveis em um, cujo dono esteve ausente por mais de três décadas. Sem estatuto social, até hoje não se sabe como a entidade existia legalmente.
Com uma diretoria eclética, formada por servidores públicos, professores, empresários, advogada e uma gente empenhada em atuar pelo movimento comunitário, infelizmente, a UNAMB (União Nobrense de Associação de Bairros) não garante nenhum respaldo, nem jurídico e nem informativo para que se possa destravar esse imbróglio.
É aquela história típica do “ganhou mas não levou”, onde a entidade comunitária não passa de mais uma fábula nesse anedotário nobrense.
Conta-se (e muito!) sobre mulas sem cabeça, lobisomem, “boi tatá” e agora a associação de faz-de-conta. Isso é Nobres, onde está proibida a manutenção de rejeitos, areias ou restos de construção no imaginário passeio público.
Mas, nesse mesmo cenário, é possível encontrar postes, árvores e construções onde seriam passeios públicos. Afinal, nenhuma fábula seria tão original se não se tivesse em Nobres, onde certos subalternos se arvoram de mais realistas que o rei.























































