
Primeiro, ao menos o que foi registrado pela imprensa, foi a participação de um homem, que esfaqueou no dia 25/08, uma médica e uma agente de saúde que trabalhavam na Estratégia Saúde da Família (ESF) do Bairro São José, em Primavera do Leste, a 240 km de Cuiabá, conforme amplamente divulgado pela imprensa.
A alegação é esdrúxula, de que o atendimento não teria sido dos melhores naquela unidade de saúde. A agente Regy Rouse Lopes de Oliveira, de 50 anos, morreu após receber os primeiros socorros e o elemento foi preso após ele mesmo aguardar pela Polícia.
Agora, na última terça-feira (04/10), ocorreu o assassinato do vereador por Vera e servidor do Detran naquela cidade, sendo Alfredo Krause, de 58 anos. Conforme noticiado pela imprensa, o servidor foi morto com um tiro no abdômen na unidade do órgão, após discordância em vistoria veicular.
Nas unidades de saúde, por exemplo, são ambientes buscados por bêbados, usuários de drogas e pessoas cujo nível de estresse se apresenta acumulado devido aos problemas sociais que ocorrem no dia a dia.
Desemprego, alcoolismo, desesperança e caos social em um estado onde as diferenças sócio econômicas são gritantes é que acionam o gatilho da agressividade extrema e em cujo cenário é preciso estabelecer foco com relação à segurança dos que exercem as suas atividades profissionais.
A questão da segurança é preciso ser levada em conta nas repartições públicas, de modo que os funcionários, com seus problemas, internos e externos, não recebam uma responsabilidade ainda maior, de agir como psicólogos na reversão de um caos social que a sociedade herda por conta de um Brasil de diferenças gritantes entre os barões do agronegócio e os socialmente aniquilados e à margem da sociedade.
Então, nos ambientes de trabalho, existe a necessidade de segurança e de mecanismos que contribuam para evitar que trabalhadores indefesos sejam reféns de um caos, incitado pela marginalização social e pelos que deveriam pregar a paz na comunidade.





















































