
O município de Nobres é rico em histórias da política e dos bastidores do poder que mais parecem aquelas lendas que contavam ao tempo em que não havia luz elétrica, sobre mula-sem-cabeça, lobisomem, pé-de-garrafa, assombração, enfim…
…e uma dessas lendas contadas de tempo em tempo é sobre a transição entre a volta do regime estatutário após um rápido período de regime celetista nas prefeituras, quando os gestores ficaram, enfim, sabendo que rapadura é doce, mas não é mole. O custo de cada servidor no regime celetista e ao próprio Governo Federal, o tamanho da sobrecarga no INSS e quanto aos demais encargos trabalhistas, que só é bom para o empresário pagar.
Na gestão da prefeita Lídia Barbosa Nogueira (1.993/1.996) foi quando se deu essa transição do regime celetista para o estatutário, ali por volta de 1.994. Bem, ali estava encravado um problema que viria a estourar lá no futuro. O FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) se apresentava “sem fundo”, cujo esvaziamento teria sido detectado após aqueles anos de 1.997 em diante.
Ninguém sabia, ninguém falava nada, mas a verdade é que o FGTS, feito uma centopéia, de muitas pernas, evadiu-se da conta, se é que estivera em conta algum dia. Talvez, por letargia, o fundo criou fungo.
Trata-se de um caso de bomba de efeito retardado que viria a cair no colo de algum gestor, num ponto futuro, aqui mesmo nesta terra de gestões absurdamente “esquisitas” (citação por absoluta falta de adjetivos outros).
Não bastassem essas bizarrices, acrescente-se aqui, muita gente que perdeu alguns pares de anos para se aposentar por conta do descaso de gestões e gestores despreocupados com o servidor público municipal… e ser humano.
E o mais curioso disso tudo é que não se faz justiça e aquele que mais trabalha, o colaborador dentro desse contexto, o servidor público municipal, é quem paga por essas inconsequências que se refletem no futuro.
Ainda hoje, a conta desastrosa dos precatórios caem como “meteoritos” na gestão atual, que já pagou algumas centenas de mil reais desses desastres administrativos de mais de duas décadas atrás.
E a lenda do FGTS que sumiu, ainda hoje é contada e nos faz recordar de alguém que passava por uma rua escura e assegurava ter visto um homem, via de regra, vestido de branco, cuja presença (sic!) o fez arrepiar…
… do que se deduz, ou era um açougueiro, um enfermeiro, mas alma penada, mesmo, só de quem trabalha e é lesado.
Alguém viu uma conta de FGTS passando por aí, não importa a vestimenta, mas que a tenha visto?





















































