
O Parlamento Municipal, guardião das leis e da moralidade pública, depende muito daqueles que detém a representatividade popular no centro do poder, cuja competência é delegada pelo povo através do sufrágio popular.
Contrariando o que diz a Constituição Federal, que assegura em seu artigo primeiro e parágrafo único que “todo poder emana do povo”, os parlamentares de Nobres apostam que são ‘donos’ do poder e dele pode usufruir ao bel prazer, individual e coletivo.
O atual presidente da Casa de Leis, José Dias Filho, assumiu uma postura que é considerada ultrapassada e de tendência arbitrária, expressando opiniões meramente pessoais e com claros sinais de divagações quanto ao gerenciamento do que é público.
Uma das práticas equivocadas do líder da Mesa Diretora foi a de utilizar a tribuna da Casa para ofender alguns desafetos criados pela sua forma de ver os representantes da imprensa que costumam frequentar as reuniões legislativas quando deveria buscar o diálogo e o entendimento.
Outra onda altamente negativa foi a de se deixar persuadir para a implantação de uma Comissão de Investigação contra o Poder Executivo sem base jurídica e ancorada em analogias disformes e desconexas que caíram em descrédito.
Ao invés de utilizar a sua liderança para buscar implantar um processo de atualização da Constituição Municipal defasada e de promover medidas legislativas que primem pelos cuidados especiais ao meio ambiente, cobrando da administração ao menos um departamento que cuide da limpeza urbana, o pseudo líder buscou agir no terreno da miudeza, entrando em choque com a denominada, por ele, de ‘imprensa tercerária’.
E o desfecho não poderia deixar de ser mais melancólico, com essa demonstração de indignação popular diante dos fatos criados a partir da abusiva tomada de posição de aumentar a verba indenizatória dos vereadores em perto de 100%.
Esse biênio será marcante no contexto dos fatos parlamentares ao longo do tempo, a partir de uma reviravolta que mancha o Parlamento e enodoa a atividade parlamentar sob a gestão de um líder que poderia fazer diferente, mas preferiu posições equivocadas, onde a sua visão meramente pessoal predominou diante das grandes necessidades coletivas e que vão muito além de se olhar para o próprio umbigo.
Esperava-se que, antes do pano cair, todos demonstrassem unidade na direção de se redimir dos erros cometidos e fizessem estabelecer postura séria e responsável na unificação de uma chapa que representasse a unificação e a pacificação para fazer face aos erros de cálculo ocorridos no biênio.
Infelizmente, isso não ocorreu e o final não será feliz, com o Parlamento sendo levado ao olho de um furacão, cujos ventos arrastam a moralidade para lugar distante da Casa do Povo.
É lamentável e disso não se pode imiscuir, saber se estamos diante de uma tragédia ou de uma comédia grega, tão trágica e dramática a encenação que acaba de ocorrer, bem abaixo dos olhares perplexos de uma plateia eclética e também estupefata por tão rasteiro ato.





















































