Basicamente, os questionamentos de alguns vereadores no ano de 1.998, quando da assinatura do primeiro contrato com a concessionária de água em Nobres, eram os mesmos. Aliás, uma das poucas vozes a se levantar contra o contrato foi a do então vereador Wanderlei de Almeida, o Dena, foi voto vencido.
A contratação da concessionária continha, àquela época, menções sobre a implantação do esgotamento sanitário e a sua estação de tratamento de esgotos. 37 anos depois da tramitação da primeira contratação, nenhum metro de esgoto e muitos “arranjos” para a não implantação da rede de esgotamento sanitário.
A cidade, ainda que paulatinamente, segue crescendo e implantando pavimentos asfálticos onde não se pensava e a protelação da rede de esgoto fica evidente.
À medida em que a cidade cresce, tantos serão os problemas com a intervenção urbana em ruas e avenidas, inclusive nas galerias pluviais para onde são canalizados dejetos de fossas e de pias domésticas. (Foto: Reprodução e meramente ilustrativa)
A poluição dos rios está evidente, inclusive na área central da cidade em que as gestões públicas fazem vistas grossas ao longo dos anos. Por exemplo, debaixo da ponte sobre o Rio Nobres, à av. Moacir Parzianello, há uma manilha que despeja dejetos no leito do rio.
São questionamentos que são colocados por alguns vereadores em relação à renovação contratual e a concessionária de água, só água até agora, aguarda a manifestação da justiça.
Enquanto isso, a poluição dos rios Nobres e Serragem ficam evidentes, sem nenhum monitoramento dos fiscais da municipalidade, preocupados apenas com calçadas; o que é muito pouco para a estrutura de uma pasta específica.
É envergonhante, a qualquer um, daqui e para os visitantes, ver aquelas águas escuras e putrefatas ali no centro da cidade, ao lado do antigo Catarino Bar, na Rua Tomé de Campos, esquina com a Av. JK.
Mas, as intervenções urbanas é que deverão trazer o caos para o comércio e para a mobilidade urbana, se acontecer e quando acontecer a implantação da tubulação para captação de esgotamento sanitário.
Enquanto isso, o munícipe segue contratando os serviços de um caminhão-fossa de cor azul mas com as cores camufladas de uma “laranja mecânica”.