
O anunciado decreto governista desmente a tese da prosperidade e a má comparação com Sorriso, tão propalada durante a campanha política de 2.024. O slogan de campanha “Nobres Não Pode Parar”, revela-se agora, não passou de uma farsa montada para iludir o eleitorado.
O desfile de toda frota municipal foi a primeira farsa a cair por terra, após o tão propalado anúncio de que haviam dívidas milionárias com uma empresa para reformas de veículos, todos sucateados, conforme se anunciou.
Recentemente, nem ambulância havia para atender nem a um ex-prefeito e nem ao mais comum dos mortais. A aquisição do hospital privado também não passou de uma demonstração cinematográfica irreal, aliás, como irreal tem sido tudo o que se espera de uma gestão fragilizada por conta dos destemperos do gestor, que se mantém distante dos diálogos com o Parlamento.
A sorte é que os nossos vereadores exercem um protagonismo incomum e vai estar de olho nessa manobra, anunciada como a grande virada para o segundo semestre, tocando o município a pão e água.
Durante a campanha política, foi descoberta a “intimação” pessoal do então candidato Zé Domingos ao prefeito Leocir Hanel para que este liberasse todas as licenças prêmios travadas.
Em seis meses incompletos, o atual prefeito barra as licenças prêmios em nome de uma readequação prevista em decreto, divulgado amplamente a partir de hoje (24/06).
O DECRETO:
Diz o decreto: “Em um esforço para assegurar a responsabilidade na gestão fiscal e a sustentabilidade das contas públicas, a Prefeitura Municipal de Nobres, por meio do Decreto nº 091/2025, publicado em 24 de junho de 2025, estabeleceu uma série de medidas rigorosas de contenção, racionalização e reestruturação das despesas públicas”.
Mitos de campanha que seguem caindo, dia após dia, revelando a fragilidade estrutural da gestão a partir do prefeito, considerado experiente, porém, com uma imposição bastante particular, supostamente, ancorada em um certo grupo de conselheiros.
E os absurdos se repetem a partir da afirmação: “O decreto, assinado pelo Prefeito Municipal José Domingos Fraga Filho, visa responder a um cenário de restrição orçamentária, caracterizado pela diminuição de receitas e aumento de despesas fixas”.
Como assim? Se o próprio prefeito foi quem inflacionou a máquina pública a partir da concessão de aumentos fabulosos ao seu eclético grupo de secretários.
Outra desafinada que vai desaguar sobre o funcionalismo, a parte que rala. “Fica suspensa a concessão de horas extras (salvo exceções justificadas), a criação de novas funções gratificadas e a nomeação para cargos em comissão ou convocação de aprovados em concursos públicos, exceto para reposições em áreas estritamente essenciais e devidamente justificadas. Também estão suspensas licenças-prêmio…”.
Catastróficas as medidas adotadas pela administração do prefeito Zé Domingos, onde “As secretarias deverão revisar todas as gratificações e adicionais em 40 dias”.
Eram essas as projeções para o segundo semestre, onde o slogan de campanha, enfim, foi desmascarado: “Nobres Não Pode Parar”, mas está se preparando para o caos sem atingir o grupo criado pelo prefeito, a eclética equipe de transformação de Nobres.
Nada se cria, tudo se copia e essa política de contenção de gastos vai, com certeza, desaguar nos bolsos dos contribuintes.





















































