
As eleições municipais estão bem próximas, por dias, até o 06 de outubro de 2.024. Até lá, se não acontecer de gente passar mal por conta da insônia, das incertezas e da ansiedade, causa de todos outros males. Entre os candidatos proporcionais, mesmo para aqueles que acreditam na popularidade de que sejam detentores, passa em branco o alinhamento de que a disputa seja desigual para quem não tem dinheiro.
Na corrida eleitoral, todos partem de um mesmo ponto, mas nem todos sabem que nem adianta estar pilotando um Fusca envenenado diante de um Maverick, uma Lamborghini, um Porsche e até mesmo um velho Monza. A corrida é desigual entre o ser e o ter (dinheiro, obviamente). Se bem que a euforia seja a mesma de um caminhão de suínos, ainda que esta seja uma má comparação; uma metáfora, meramente; ao menos na partida; lá pelo meio do caminho, o acomodamento vai dando lugar a incerteza, que só se confirmará no dia 06 de outubro.
Mas, o jogo é esse e quem não tem dinheiro não comprará ingresso ao grande baile de gala, marcado para 1.º de janeiro de 2.025. Quem viver, verá. Bastando ter a paciência de aguardar chegar à tarde/noite de domingo.
Na disputa majoritária, três nomes estão disputa e o candidato do poder, o representante do União Brasil das velhas raposas da política mato-grossense é a imagem e semelhança do velho PFL, neto da velha UDN. Pelo União Brasil, disputa o ex-deputado José Domingos Fraga, de tantas batalhas, desde o ano de 1.986, em Sorriso, onde foi vereador e prefeito.
Fez “vestibular” em Sorriso e foi aprovado para a Câmara Legislativa Estadual, onde foi detentor de ao menos três mandatos. Aproveitando a vida em suas propriedades, José Domingos Fraga foi redescoberto para a disputa eleitoral em Nobres, onde é um dos favoritos a vencer.
De grande experiência política, o ex-deputado escolheu Nobres para encerrar a carreira política. Com quase cinco décadas na política, a equipe de apoio de Zé Domingos teve pesquisa eleitoral apontada como duvidosa em números, mas a equipe do candidato rebateu e classificou os adversários como sendo da “velha política”. Só aí, já houve um pequeno equívoco, apontando métodos nada ortodoxos e antigos para quem está desembarcando agora na política.
Essa classificação não foi a mais correta, assim como os ataques como melhor forma de se defender. Reconhecidamente, há um público jovem nesse novo cenário e os jovens podem representar, se o quiserem, ao menos uns quinhentos novos votos e não estão muito antenados com essas demandas eleitoreiras de bastidores.
Como pode, o favorito, o que está na melhor posição nas pesquisas, descer ao nível desnecessário dos ataques miúdos. Alguma coisa está errada ou esse favoritismo é fictício? Também, não se pede que mande flores aos adversários, mas nivelar-se ao que se classifica de praticantes da velha política, o relógio que controla a velocidade do bólido dá sinais de avaria.
E um sinal perceptível é o de que o candidato Neilton, neste ninguém demonstra preocupação para com ele. Nem de um e nem de outro lado, e como diria aquele sábio, mais caloteiro que nenhum outro: Neilton não polariza. Vai passando ao largo, sob aplausos da equipe do candidato Zé Domingos sob a hipótese de que o candidato só está na disputa parar tirar votos da candidata do 40. É mesmo?
No mesmo cenário, está a candidata do PSB, Simone Mendes, na condição de uma mera concorrente embora seja a principal vítima de setores da imprensa, ditos imparciais. Desde o pré-lançamento da sua candidatura até hoje, a candidata vem apanhando mais que “cachorro de bugre”.
Não tem nenhum favoritismo, concorre como mera coadjuvante e é assim que é tratada pelos concorrentes. Todos querem Zé Domingos, mas há uma comunidade jovem, deixada de lado, que não conhece os velhos políticos e nem as velhas práticas de atacar para se defender. Esse nicho é para o qual ninguém se atentou e por enquanto, o conceito de campanha é centrar fogo sobre uma adversária que tem contra si o machismo demonstrado em suposições acerca dos neurônios femininos, em menor quantidade que os políticos do gênero masculino.
Mas, uma coisa é certa, o candidato Zé Domingos, do União Brasil, se vencer e se confirmar o seu favoritismo, verá que nem sempre a melhor defesa é o ataque.
É que, nem jovens e nem tantos adultos assimilam esse modelo adotado pela equipe de campanha, de bater, bater e buscar espicaçar e amiudar quem lhe cruze o caminho. E ainda pelo fato de ser mulher, a incapacidade administrativa e a inexperiência são retratadas no sexo feminino.
Assim, o Neilton pode virar zebra e roubar a cena como a mais recente versão do arqueiro verde… tirando dos ricos e fazendo doação aos pobres ou vice versa.
Mas, estratégias são estratégias e até quem comete haraquiri leva isso como estratégia.





















































