
Antes das eleições sempre estivemos próximos das opiniões mais divergentes, das mais contraditórias e daquelas que são emitidas para nos confundir. Ouvi uma, abalizada e consequente, após o resultado das urnas, quando alguém expressou que não saberia o que seria mais pior para Nobres, se a eleição do atual prefeito Zé Domingos ou se a eleição da doutora.
É como colocar alguém neste momento presente em conformidade com uma velha frase que sempre ouvimos, de caráter circunstancial, desde menino, sobre colocar alguém entre a cruz e a espada. E desta vez, o eleitor de Nobres foi colocado entre a dúvida e a reação correta.
Nesse entremeio, após as águas já passadas, o tempo está se encarregando de nos apontar que estamos sendo crucificados após as ameaças da espada sobre nossos pescoços. Ouvimos que seria um clássico jogo, entre a experiência e o desconhecimento. Alguém com tamanha bagagem no exercício dos mais diversos cargos executivos e legislativos.
No outro canto do ringue, em primeiro plano, a figura da mulher, só aí, já havia uma enorme diferença, com tanta desfaçatez de muita gente, digamos, avessa ao empoderamento feminino. E sobre um dos pratos da balança, colocaram a experiência, o machismo e o enorme poder de negociação de um político experiente, dos tais que criam soluções mágicas a um simples telefonema.
O resultado não poderia ser diferente diante do machismo demonstrado ante a experiência do político, homem, sagaz, fala mansa e quase um mágico nas respostas que costuma apresentar, tirando da cartola, coelhos, soluções a problemas de quem devia impostos e multas.
E ainda assim, o quase mágico que se autotransformou em Imperador nos dias de hoje, quase sucumbe diante da mulher que, aludia-se, não tinha nem a experiência dos afazeres domésticos.
Não fosse a doutora fazer uma campanha com a crença maior no QG existente em Cuiabá, no mais indisfarçável desprestígio a uma base existente aqui embora esse conjunto também pecasse na escolha de aliados, preferindo alguém com perfil de frade franciscano, imaculado e sem conhecimento do que fosse a vida fora de um mosteiro.
Ora, ora, a política, quem a inventou deve ser um louco, após múltiplas sessões de psicanálise com o renomado dr. Sigmund Freud. Não se trata de uma busca por alguém que nunca pecou e nomes que poderiam somar de alguma forma, foram preteridos antes do ato final.
Ainda assim, aqui, longe do cume calmo que separam quintais, segundo Raul Seixas, o QG longe do front de batalha tinha seus aspectos negativos e mesmo diante desse desqualificador, a mulher renegada deu um baile no “famoso” homem das urnas.
Estaria este miserável território tão assombrado com o que está ocorrendo hoje em Nobres caso a renegada mulher estivesse no poder? A melhor resposta viria dos grandes empresários, dos que financiaram a campanha do atual prefeito de Nobres, sobre os quais deve recair uma verdadeira caçada por impostos.
Pudera! Quem ajudou na campanha, o fez por livre e espontânea vontade e sobre as consequências… surpresa!!!!!!!!!!! Elas estão a caminho.
Entre a cruz e a espada naqueles dias passados, vai alguém falar que aqui em nosso território teríamos algumas soluções caseiras. Seria apedrejado e quem apedrejaria seriam aqueles, os empresários e seu poder financeiro e os eleitores, os que costumam fazer negociatas com seus votos.
Mas, apontassem alguns nomes como o do dr. Emerson, do vereador Flávio Rondon, do próprio Cheba, mesmo sendo quem é, estaria como um imaculado perto de quem hoje ele está perto… e todos nós, de alguma forma.
Em meio aos empresários, os que ditam as regras, as pratas da casa não têm valor nenhum. Se fosse um desses no poder, com tamanha cagada e propensão a ferrar com o povo e com os aludidos sonegadores de impostos, já estaria sendo aquela tal “tauba de tiro ao álvaro”.
E pra deixar de tanta tergiversação aqui ao pé da Serra do Tombador, neste reinado do Imperador, onde os amigos do poder têm enorme vantagem sobre os vassalos… o show tem que continuar.




















































