
Uma audiência pública proposta pelo Judiciário, através do juiz da Comarca de Nobres, dr. Daniel Campos Silva de Siqueira (foto), para discutir os danos ambientais causados pelo pó de calcário gerado pelas empresas de extração e beneficiamento de calcário de Nobres foi realizada na tarde de segunda feira (13/05) no Plenário “José Inácio Guimarães”, da Câmara Municipal de Nobres e reuniu representantes das empresas de calcário da cidade, a sociedade civil, representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Durante a realização dos trabalhos, o representante do Ministério Público, dr William Ogama Oguido (foto, acima), explicou aos presentes as ações que vem sendo desenvolvidas pelo MPE no que tange às questões ambientais, estas que vem sendo implementadas ao longo dos anos referente a pauta apresentada.
William Ogama enalteceu a importância da participação da população na discussão do tema, bem como na busca de solução para resolver um problema que se arrasta há anos. No decorrer dos trabalhos, foram ouvidos moradores dos diversos bairros que convivem com o pó do calcário, que é espalhado pelo ar. Aliás, trata-se de um debate que já vem de outras ações posicionadas nessa direção.
“Vivo ao lado do inferno”, disse o senhor Ivo Balena, que possui uma propriedade ao lado de uma empresa de calcário, localizada à av. Mário Abraão Nassarden e que, diariamente, convive com a emissão excessiva de poeira de calcário. Buscando um equilíbrio nas atividades desenvolvidas, foram ouvidos representantes das indústrias de calcário que apontaram possíveis soluções para amenizar o problema.
Conclui-se que a próxima etapa dos trabalhos será a formulação de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) a ser proposto pelo Ministério Público em relação às Indústrias de calcário, sempre buscando a minimização dos impactos ambientais ou mesmo uma solução que satisfaça aos interesses individuais e coletivos, notoriamente da comunidade atingida.
Não há interesse em gerar impactos, nem sociais, nem econômicos, mas há um encaminhamento na busca de propostas que possam mitigar essa dura realidade, quase que uma marca de Nobres, as questões respiratórias por conta das partículas de calcários dissipadas em meio a cidade com a colaboração da geografia e do vento.
Ressalte-se como parte interessada, a presença do gestor público Leocir Hanel, assessores
Colaborou: Hernani Alves de Souza. Fotos: Adriel Godoy























































