
Os processos sucessórios ao longo dos anos em Nobres revelam curiosidades marcantes do ponto de vista da tentativa de se manter no poder. É inexplicável como a ausência de autocrítica garante essa tendência permissiva que ao final do processo resulta em negativa… cada uma das tentativas.
Nas eleições municipais do ano 2.000, a tentativa de reeleição do então prefeito Devair Valim foi frustrante e marcada pela panfletagem apócrifa com vistas a fazer ruir as tais fortalezas políticas. Naquela ocasião, tornou-se famoso um panfleto, plantado na cidade com papel de cor verde, em que se falava da impossibilidade do então prefeito permanecer candidato e para substitui-lo apresentaram um novo nome.
Desde então, além da fama do tal “panfleto verde”, estabeleceu-se um fenômeno conhecido por “Síndrome do Secretário de Administração”, cuja maldição da rejeição se abate sobre todos os que exercem ou exerceram aquela pasta.
Mas, uma outra operação desastrosa que ocorre na política local é a tentativa de se propor nome à sucessão por parte daqueles que estão no poder há pouco mais de sete anos. A primeira e talvez a última por aqui registrada, ficou por conta da tentativa do grupo no poder sob o então prefeito Flávio Dalmolin, em 2.008, de lançar o nome da Contadora Maria de Lourdes.
Foi um dos maiores fracassos políticos e a construção de um dos maiores erros que viriam a ocorrer no processo sucessório em Nobres. Maria de Lourdes sofreu fragorosa derrota nas urnas; ela que estava na gestão do prefeito eleito e reeleito Flávio Dalmolin. O eleitor não perdoa e não aprova qualquer encaminhamento com a “cara” de um continuísmo. Ambos, Flávio Dalmolin e Maria de Lourdes são falecidos.
Mas o pior estava por vir. A gestão que deixou Nobres como terra arrasada, com início em 2.009 até 2.012. Bem, mas isso será tema de uma outra conversa, quando novo panfleto voltou a circular por Nobres, denominado de “A Cegueira Nordestina”, cuja autoria foi creditada, inicialmente, a mim, autor deste texto e desta série de crônicas sobre a política.
Logo descobriram que o primeiro a ser acusado dentro do gabinete não fora o real e perspicaz engendrador daquela que foi a “teoria da conspiração”, cujo resultado, num primeiro momento foi favorável, àquele panfleteiro que agia (mas, será que se aposentou?) na sombra da noite.
Então, o eleitor não é burro e não se encanta com o continuísmo; salvo se tiver a sorte de ganhar uma bolada no jogo do bicho para investir na campanha e seguir em frente.
Acertar um milhar no jogo do bicho é sorte; acertar dois milhares, seguidos, aí o bicheiro vai pra galera.




















































