Recentemente, em um site de grande repercussão (RD News), o ex-prefeito Francis Mariz voltou a alertar sobre a má gestão que vem sendo praticada no município de Cáceres, o maior da região, com perto de 90.000 habitantes. Segundo a opinião de Francis Mariz, a gestão está completamente perdida e não bastasse isso, alguns assessores diretos parecem picados pela mosca azul ao exigirem que sejam cumprimentados pelos subalternos.
Do secretário municipal de Educação vem a enxurrada de reclames, cuja saída encontrada será a judicialização das medidas contra o titular daquela área, o que, para o presidente da Câmara de Vereadores, Luiz Landim, seria “falta de humanismo”, conforme o site “Expressão Notícias” em matéria de capa do portal de notícias.
Deslocada para Cáceres recentemente, a nossa reportagem chegou a conclusão de que a cidade de Cáceres vive os seus paralelos em relação à necessidade de infraestrutura, com as ruas de bairros antigos que por décadas desconhecem o que seja asfalto, meio-fio e galeria de águas pluviais. Existem duas cidades dentro de uma e o sucesso relevante dos seguidos festivais de pesca mostra apenas o lado bom e a imagem daquilo que a maioria não vê.
Pelos lados da Cavalhada em direção ao Iate Clube e alguns raros bairros as moradias são modernas e as ruas são pavimentadas. Em direção ao novo aeroporto e ao novo cemitério, uma pista de boa qualidade e as dores de cabeça do centro velho e suas ruas estreitas, onde o tráfego é intenso e raros são os estacionamentos, mensais e rotativos.
Mas, o retrato que mais contrasta com essas realidades contundentes está em diversos bairros da cidade, onde a infraestrutura é arcaica e os caminhos são tortuosos e desnivelados, caso do Marajoara.
Pensa que é tudo, vá conhecer as ruas dos bairros São Lourenço, Carne Seca, Junco e o que podemos dizer do Complexo do Empa, para onde foram empurrados alguns dos moradores mais antigos e que representam uma comunidade que vem dos antigos chiquitanos.
A infraestrutura precária nesses bairros conhece duas estações no ano, a das chuvas e a da poeira. No mês de julho e agosto, por exemplo, com clima de deserto, onde o calor era intenso de dia e as madrugadas frias, esses ‘ingredientes’ são causadores de problemas respiratórios diversos. E ainda tem se o complemento da presença de mosquitos, dada a proximidade com o rio Paraguai em alguns casos.
Nos bairros Carne Seca, São Lourenço e Empa ainda há a presença de animais que antes eram selvagens e hoje são quase domésticos, casos dos espécimes Cotia e Capivara que circulam livremente pelos quintais e ruas dos bairros.
A rua Mato Grosso, na Carne Seca, é um retrato da ausência de infraestrutura e quando chove é o caos. Se fosse só ali, até que os problemas seriam bem menores, mas a cidade de Cáceres ainda está longe de se estruturar onde a densidade populacional avança e a infraestrutura se apesenta estanque, necessitando de alguns milhões de reais para avançar.
À esquerda da avenida Talhamares, para quem chega à cidade, basta virar e entrar em alguma rua paralela, logo vai conhecer esse lado diferente do que seja uma cidade estruturada, ainda que não de modo excepcional, mas o mínimo possível.
A prefeita Eliene Liberato (PSB) vai precisar de muito mais musculatura administrativa e densidade eleitoral para superar esse desnível que se apresenta em seu projeto de reeleição.
























































