O Hospital e Maternidade Laura de Vicuña, sediado em Nobres, desde outubro de 1.992, a partir de 2.025 é que conseguiu se desvencilhar de um estigma que carrega desde a sua fundação.
Eram frequentes, daquela Casa de Saúde “brotarem” nomes para a política local e nas últimas eleições municipais, em 2.024, não foi diferente. Candidaturas emergentes de uma Casa de Saúde estigmatizada pela política não acrescentaram em nada para a saúde daqueles que buscam o hospital privado para recuperar o seu melhor estado de saúde.
A partir de um levantamento interno, a direção administrativa do Hospital Laura de Vicuña deslindou sobre essa vinculação da imagem do nosocômio no terreno da política, onde causas e efeitos de um esquema nada ortodoxo que “carregava” o nome da empresa para o olho do furacão.
Desde essa intervenção e de uma guinada na gestão hospitalar, as pressões externas veem prejudicando o normal funcionamento da Casa de Saúde. E, desde então, sempre considerando o “pós-política”, a direção administrativa do hospital vem sendo alvo de obliterações externas para que continue uma espécie de amasiamento entre o público e o privado.
O hospital privado, segundo uma nomenclatura imposta por quem integra o lado contrário, é tratado como uma empresa que só visa lucros. É a arte de procurar cabelo em ovo.
Dentre as maquinações de um sistema que tem lá suas dubiedades, o hospital tem sido obrigado a funcionar ao modo de um relógio genuinamente suíço. Ou, mal comparado, a um carro que é obrigado a partir e a atingir o seu destino com a mesma velocidade.
PECADO COMETIDO
Desde aquele setembro de 2.025, o hospital particular nunca mais foi o mesmo, com o esmiuçar da gestão administrativa e financeira, onde o cenário é de alta complexidade e pode ser exposto em breve, a depender das provocações ou do chamamento para um embate. Aliás, embate em que não interessa ao setor público.
Por baixo desse embate que está em curso, corre um escandaloso caso que envolve muita gente boa e o próprio poder público e suas alianças. Para ser mais explícito, uma relação incestuosa entre o público e o privado.
Quem pagar pra ver, pode ter também a oportunidade de ver um eclipse… onde os desvios de conduta cruzam a trajetória do rumo público, apagando, por um breve período, a clareza do privado.
E AS AIH’s
E o que é o pomo da discórdia? O excesso de preciosismo, está na Autorização de Internação Hospitalar (AIH), que é o documento utilizado no Sistema Único de Saúde (SUS) para registrar, autorizar e remunerar internações hospitalares.
O Hospital de Nobres, que acolhe as necessidades do povo, tem direito a 90 AIH/mês e deve usá-las de qualquer jeito. Não. De qualquer jeito, não, mas com a devida e necessária comprovação de 90 internações/mês, sob o rigor de o paciente ter que permanecer, com ou sem saúde, por quatro dias e meio internado.
Caso não se cumpra essa exigência, é glosado e perde cerca de 10% do total do repasse contratualizado. Isso, através de uma comissão, a mesma que até agosto de 2.025, não via essa necessidade.
ORIGEM DA AUTORIZAÇÃO
Segundo a nomenclatura disponível pela IA, a “origem dos recursos que financiam as AIHs é pública, proveniente do orçamento do Ministério da Saúde, sendo gerenciada pelo Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS)”.
A AIH é utilizada para o faturamento de hospitais públicos ou privados conveniados ao SUS, servindo como uma “fatura” da assistência prestada.
Mas, e quando há interesse velado em glosar? Seria esse o caso, a partir de negadas concessões da direção do Hospital quanto a intervenções de empreguismo interesseiro no setor privado?
Resultado prático de tudo isso, são dívidas acumuladas com fornecedores, cujos os fornecedores, não glosam. Pelo contrário, querem e necessitam receber.