A administração municipal de Nobres sob o prefeito José Domingos Fraga Filho (União Brasil), mesmo quando tenta ser transparente, com uma certa dose de bondade, acaba escorregando na maionese. Mesmo quando tenta imitar Chiquinho Mendes, de Diamantino, o modelar secretário de Nobres escorrega nas cascas da bananinha.
Isso, desde a primeira “Nota de Esclarecimento”, até hoje, não conseguiu convencer ninguém ou quase isso. A mais nova investida da administração municipal foi na tentativa de atirar à cova dos leões a administração do Hospital e Maternidade Laura de Vicuña ao fazer publicar um pagamento de Abril de 2.025, quando já estamos em abril de 2.026.
Já era para ter repassado os valores de março e também de abril de 2.026 e ainda não o fez. O hospital privado sofre discriminação inexplicável desde que o atual prefeito assumiu e quando repassa valores, o faz em duas etapas, deixando as AIH’s para um último momento. Pior que a emenda é o próprio soneto. O secretário Itamar tentou copiar Chiquinho Mendes (aquele que não o quer lá) e o “tiro” saiu pela culatra.
Na gestão anterior, a Saúde era bem tratada e já houve casos em que as AIH’s eram enviadas às 16:00 horas e às 17:00 horas já se encontrava paga ou repassados os valores, conforme documento constante.
ATUALMENTE
Hoje, curiosamente, apareceu anúncio de repasse de valores de abril, correspondente a abril de 2.025. Ainda que fosse atualizado, seria o correspondente a março, como sempre acontece.
Infelizmente, o gerenciamento da área da Saúde em Nobres ainda não emplacou e de dentro do setor sai a informação de que a gestão é praticada por dois personagens, um de fato e outro por direito.
COMPARAÇÃO
A tentativa de jogar a população contra a gestão hospitalar privada esbarra em comparativos que soam absurdamente equivocados. Enquanto uma unidade de saúde de um bairro onde se pratica apenas a atenção básica consome mais de 800 mil reais/mês e não atende aos sábados e domingos; o que representaria os cerca de 500 mil reais para uma unidade hospitalar que abre de domingo a domingo? E as AIH’s (Autorização de Internação Hospitalar), cujos valores são repassados ao sabor de reuniões burocráticas, acontece quando der ou quando se puder.
TRETA
Houve um tempo, lá nos “primórdios” dessa gestão que ainda não disse a que veio, que tentaram ‘catapultar’, para dentro do “Laura de Vicuña”, uma tal fiscal de contrato com remuneração pela Oscip para “sondar” as atividades do hospital privado. A empreita não deu certo, daí essas inventivas, tal e qual essa manobra que é praticada em Diamantino, onde a Saúde não vai tão bem para ser exemplar. Mas, o jeitinho brasileiro para o emprego familiar foi dado.
E mais uma vez nos vemos diante da velha frase feita: “nada se cria, tudo se copia”. Ora por querer ser criativo e em outras vezes, por absoluta saudades de Diamantino.
De outra parte embora uma coisa não tenha a ver com outra, os valores repassados para custeio da OSCIP, que paga muita gente boa, gente graduada, esses valores seguem escondidos à sete chaves.
A transparência é seletiva e demonstrada para “inglês ver”. Em outras palavras, aos amigos, tudo; aos não amigos ou discriminados, a óbvia e redundante discriminação.
CRISE INTERNA
A malfadada revelação sobre as cestas básicas, ditas umidificadas, está causando… literalmente causando. A informação foi parar no Parlamento e revelada à opinião pública e o que administração municipal fez, foi tratar de criar uma desastrada operação de lavar às mãos diante de uma realidade em que o Governo do Estado é quem doou.
Dizia-se, quando não havia redes sociais que: “cavalo não se olha os dentes”.
E por falar em crise interna, a realidade atual caiu no colo do líder do governo no Parlamento, vereador Eliés Borges de Paula, que entregou (ou desvencilhou-se) o cargo, meramente figurativo.
E a causa da deixa de Eliés (foto/assessoria), estaria na Secretaria Municipal de Assistência Social. Ou seria a dona Virginia Mendes a responsável pelas goteiras?
Há um certo tempo atrás, todos sabem que foi um desastre, o ato de Pilatos, de “lavar as mãos” diante de um problema de tamanha magnitude.