As decisões políticas e aquelas do âmbito administrativo estiveram nos dois pratos da balança, com desequilíbrio ou maior peso em favor da Câmara dos Vereadores, que cumpriu o ano de 2.025 com posições antagônicas entre situação e oposição, porém, com a carga positiva em favor dos parlamentares.
A bancada de apoio ao Poder Executivo aprovou as matérias do governo municipal, enquanto que a oposição fez a sua parte, contrapondo-se àquilo que considerava anormal e que feria os interesses da população municipal.
Em leitura simples dos dois semestres, o Parlamento através da situação, fez o que pôde e até o que não pôde para cumprir a pauta governista. De outra parte, a oposição bateu duro sobre as manobras governistas que, supõe-se, seja criada para se irromper contra a população de Nobres.
Esses embates, em dois semestres, trouxeram à tona um Legislativo forte e equilibrado, do ponto de vista dos debates, alguns mais inflamados, outros mais duros e incisivos contra o Executivo.
O ponto de equilíbrio entre as duas correntes internas no Parlamento é o que garante credibilidade ao Legislativo diante de um Poder Executivo ausente, literalmente. O prefeito José Domingos Fraga Filho (União Brasil), por se considerar autossuficiente em demandas políticas, por demonstrar ser linha dura em termos de diálogo com parlamentares, o Executivo ficou sem respaldo popular.
Durante a sessão legislativa da manhã de hoje (19/12), a vereadora Zilmai (PL) expressou sua opinião de que o prefeito é um ilustre ausente em Nobres, estando presente mais na Assembleia Legislativa que na cidade que administra. Ainda, segundo Zilmai, o prefeito foge do diálogo com os vereadores, notadamente os que fazem oposição à atual administração.
A redundância está no papel dos vereadores da base de apoio ao governo votando contra matérias de interesse da própria gestão.
Não por acaso, o presidente da Câmara Municipal de Nobres, Flávio Rondon (PP), frequentemente, tem merecido elogios dos vereadores pela condução dos trabalhos na Casa de Leis.
Entre protagonismo e mero coadjuvante, o que se classifica como linha dura ou fuga do diálogo, o prefeito Zé Domingos não faz o tipo que se preocupe com popularidade.
E assim, finda-se o 2.025 com a inusitada percepção de que alguns secretários municipais se destacam e gozam do respeito e da simpatia dos parlamentares com extensão ao apoio popular àqueles que estão onipresentes dentro da bolha governista.
Leia-se, Secretaria Municipal de Administração, Planejamento e Gestão por sua titular, sobrepondo-se a todos os contrapontos de uma gestão antipopular, até o fim destes dois semestres.
E como diria Simone Bittencourt de Oliveira: “O que será o amanhã? Como vai ser o meu destino?”.