Empresas de extração mineral só aumentam no entorno da cidade de Nobres e o que o município ganha com isso? A geração de emprego e renda seria o mínimo a ofertar para uma cidade que cresce ao sabor dos interesses sociais e econômicos daqueles que se interessam em olhar apenas aos próprios umbigos.
De janeiro de 2.025 para cá, o que só aumentou foram as notificações e a presença forte do poder público na busca pelos “níqueis” dos contribuintes. Deduz-se que se tornou um prazer inenarrável, o poder público irromper-se contra os contribuintes numa clara inversão de valores.
Quando a ordem natural das coisas seria a prestação de serviços, custeados pelos impostos e taxas coletados do cidadão, a recíproca não tem sido verdadeira. Ruas esburacadas, marginais de ruas tomadas por vegetação onde deveria estar guias de sarjetas.
Essa atuação discreta do poder público contrasta com o comportamento equivocado de muitos munícipes, habituados e jogar lixo onde der, quiser e ser fácil.
Além disso, a cidade, via de regra tomada pela nuvem de partículas de calcário espalhadas pelo ar, não se tem e não se encontra uma área verde, um parque da cidade para caminhadas e para lazer e que seja um atrativo para visitantes e muito mais para quem mora aqui.
A palavra de ordem aqui é antiga: “À César o que é de César”, mas o que o fisco faz com o que arrecada? O poder público municipal é incapaz, tem se mostrado incapaz em estabelecer parcerias com aquelas empresas que mudam a geografia do município com a abertura de enormes crateras e ofertam empregos. Além de financiar campanhas políticas, obviamente.
E o CEFEM, gerado a partir do extrativismo mineral não é fiscalizado os gastos. Os recursos oriundos das cancelas de pedágio caem nos cofres públicos e são diluídos.
Compensação para recuperação ambiental, onde, quando e como?
Além de que, as calcareiras não firmam parcerias, nem com o hospital e muito menos com o poder público municipal para mitigação dos danos ambientais. Não bastasse isso, as detonações seguem no entorno da cidade e se isso não incomoda ou não causa danos à saúde, o pó de calcário é benigno?
Uma área propícia à criação de um parque ambiental, inclusive com o estabelecimento de um viveiro, foi adquirida por 65 mil reais por volta de 2.012. Uma área sem entrada e sem saída. E no que ela se transformou?
Em um estacionamento de caminhões. Quem ganha com esse estacionamento de carretas? Para onde vai a arrecadação do estacionamento? O munícipe ganha em transtornos com a ponte antiga (do Xaxim, como é conhecida) apresentando problemas e ainda causando situações desagradáveis àqueles que ficam sem água nas torneiras.
E ali, há danos ambientais com aquele estacionamento è beira rio? Cadê os fiscais do município?
É Nobres, onde o contribuinte é o eterno pagador de promessas e fonte única para abastecer o erário. Então, a farra é bancada pelo cidadão/cidadã, independente do seu poder social e econômico.