Os vereadores de Nobres irão, mais uma vez, serem colocados à prova em mais uma legislação que chega para modernizar a máquina pública de cobrança contra os munícipes.
Enquanto isso, as ruas da sede do município estão aos cacos. Exemplo disso está a Rua Tenente Laurindo Moreira, no Bairro Serragem, que se apresenta em situação anormal, com o que havia do antigo pavimento aos frangalhos. Ali, à Rua Pedro Nolasco, ao lado da Escola Estadual “Promotor Fábio Silvério de Faria”, melhor exemplo não há, rejeito de minério serve para tapar os buracos na pista.
Terrenos até há bem pouco tempo criando mato, abandonados, estão sendo limpos e por conta disso, a proposta de modernização da máquina de cobrança chega primeiro que o progresso.
Um pouco mais adiante, quem viver verá, o cenário em que a cidade se transformará com a implantação da rede de esgoto através da concessionária de água que, futuramente, após quase três décadas, responderá pelo esgotamento sanitário na cidade de Nobres.
A frase de efeito muito dita por aí: “À César o que é de César”, de fato vai funcionar com uma máquina pública instrumentada para partir pra cima do povo. A alguns interlocutores, o prefeito teria dito: “vou ensinar a esse povo como se faz gestão”.
E os escolhidos em meio a muitos que foram chamados são os 11 vereadores, futuros responsáveis por essa “travessia do mar vermelho” da vergonha ou da falta dela, ao alimentar a máquina pública de cobrança à título de modernidade.
Inegavelmente, esse processo de modernização é necessário e faz parte da vida de um município. Contudo, do jeito que Nobres se encontra, onde só o venha a nós estabelecido sobre os ombros do povo, custeando uma máquina de gastos e desperdícios incontroláveis, haja lombo popular.
Veja só a proposta do PL 042/2025: “Dispõe sobre a atuação da Procuradoria Geral do Município de Nobres nos procedimentos de execução fiscal, celebração de acordos judiciais e administrativos e disciplina o regime de honorários advocatícios e encargos legais.”
Bora lá, o governo tem maioria e vai bater o martelo para aprovar a modernização do fisco para que o município de Nobres entre nos dias modernos… ao menos na cobrança de impostos.
O que não moderniza por aqui são as legislações contra o assédio sexual no ambiente de trabalho, via de regra, indo parar debaixo do tapete. E a cara de pau na hora de pedir votos para o eleitor. Quer dizer, o voto não se pede… compra-se.