
Ninguém está aqui para cobrar realidades imediatas, mas também não está para acreditar em milagres da transformação através de curto espaço de tempo ou mesmo daqui a um milênio. Aqui em Nobres, é comum ver as pessoas caminharem nas ruas, margeando as calçadas irregulares… onde elas existem, obviamente.
O Plano Diretor é qualquer coisa utópica em uma cidade onde os postes de energia estão afixados no meio da calçada, onde há registros de totens publicitários e produtos afixados no que seria o passeio público. Fatos registrados no centro da cidade e nas ruas periféricas.
Falar em recuo onde há comerciantes que chegam ao disparate de atacar e ofender os fiscais do serviço público, quando não acontece de respostas com arma em punho. Fiscais são ameaçados, ofendidos e não teem segurança jurídica nenhuma e já houve caso de dono de imóvel botar servidor público pra correr, de arma em punho. Fiscais são tratados de “terroristas” enquanto agentes públicos no exercício das suas funções, porém, juridicamente expostos a qualquer vontade individual, mesmo de quem esteja errado, e tentam trabalhar.

Sem calçadas, com os fiscais públicos desrespeitados, ainda temos os disparates das bocas de lobo que margeiam as avenidas, que captam, além das águas pluviais, muito lixo, entre garrafas pet’s e sacolas plásticas, dois grandes males que assolam a natureza. Para não se falar do grave impedimento da circulação de pessoas cadeirantes e até mesmo aquelas normais, que enfrentam os altos e baixos dessas calçadas onde estão implantados essas caixas coletoras de águas pluviais, fora dos padrões.
Quem não tem a mobilidade comprometida, agradeça a Deus por esse bem precioso em um município que não é diferente dos outros no quesito do ir e vir pelas calçadas. Infelizmente, não há fiscais do povo que olhem pelo lado do contribuinte e há, sim, um comprometimento com uma velha frase que enfeita o lado político da questão, que diz assim: “farinha pouca, meu pirão primeiro”.
Fiscalizar pra quê, se o poder que exerço eu comprei. E assim, a mobilidade urbana vai vivendo de aventuras e se caracterizando como uma lenda urbana, com pavimentos de ruas feitos ao estilo da linguagem popular, os tais “casca de ovo”, onde são empregados recursos e mão de obra custeada com dinheiro do contribuinte, sob aplausos dos fiscais do povo, a maioria, amásios do poder.
As avenidas Marechal Rondon e JK, de acesso ao centro comercial, são retratos fiéis desse modelo de trafegabilidade de pedestres, que são o retrato do caos para a mobilidade aos PCD’s. Como de resto, as demais vias urbanas de uma cidade onde ainda vemos plantações de cana e de mandioca em quintais.

Mas o bairro Serragem (foto acima), ali sim, as ruas paralelas ao rio Serragem estão cheias de buracos e circular por ali é uma aventura. Em Nobres, a palavra recapeamento parece ser de desconhecimento geral ou custa caro, de modo que ninguém executa esse tipo de serviço. Barato, mesmo, são os tapa buracos, iguaiszinhos aos da recém encerrada gestão… uma m…
Pobre rica Nobres, a capital que mais engorda macaco velho…
Tipo de caixa de captação de águas pluviais construída de forma correta (foto, abaixo) e diferente dos trambolhos que se vê em Nobres e ninguém fiscaliza nesta terra do oba-oba. E o TCE-MT, ultimamente com enorme publicidade e distante da sua finalidade de fiscal dos serviços executados pelos prefeitos.























































Ué, onde estava nas últimas 3 gestões ?
Não lembro de ver essa indignação toda. Seria isso a tal da seletividade ou falta do pix ?