Mudando de Estação
A vereadora Zilmai Ferreira de Jesus (PL – ex-União Brasil), atual presidente da Câmara Municipal de Nobres, acaba de ser atacada com vídeo nas redes sociais sobre a sua definição política, deixando de ser pré-candidata majoritária para brigar por uma vaga na proporcional. Isso é um lance de xeque-mate, de boa enxadrista, trocando o que pode dar certo pelo que se mostrava duvidoso.
– Perspicácia na hora certa.
Desligamento
A alteração feita pela vereadora Zilmai (PL) foi uma reação automática de quem saiu da sala e apagou as luzes. O Neilton, até há poucos dias atrás, seu vice virtual, sofreu um apagão e deixou a cena como entrou, um ilustre desconhecido. Então, a reação da vereadora foi por conta da ação do seu então vice, restrito ao grande (sic!) nível de popularidade do famoso promoter Elton Camargo que comanda a sucursal de Juca do Guaraná por aqui.
– Alguém pra acender a luz?
Leitura
Prestando razoável atenção a leitura das matérias da pauta das sessões legislativas, soa-nos aos ouvidos algumas pérolas, tais como “alencadas” ao invés de elencadas; “baixo assinado” ao invés de abaixo assinado; “dotô” ao invés de doutor. Mas já ouvimos também “e de outras providência” quando o correto é “e dá outras providências”.
– Dotô, cadê a IA? Há décadas atrás, foi impactante, a leitura através de uma voz feminina da robótica, bem melhor que a IH.

Tentativa de Definição
O que é a política senão um ajuntamento daqueles que querem estar no andar superior para “cagar”, literalmente, nos inquilinos do andar de baixo. Quem está na cobertura, só quer a oportunidade de chegar lá; depois da façanha… não vi, não sei, desconheço se já usei a escadaria de serviços.
– Nos andares inferiores e no térreo, habitam os pobres eleitores que servem de escada aos alpinistas sociais.
Tentativa de Definição II
Os partidos políticos obedecem às regras eleitorais, criadas e aprovadas pela maioria feita de homens. Aí, eles anunciam um “X” de mulheres que devem participar; depois, eles classificam as mulheres como incapacitadas, alienígenas e sem residência fixa. Aí, vem outro e arremata, pra que mulher, elas não têm o tino de um bom político.
– Paridos de um ventre feminino, os políticos são como as hienas, com capacidade de saciar a fome com a carne da própria espécie.
Tentativa de Definição III
Em Nobres, claramente, temos um Clube do Bolinha, um conselho político onde a presença feminina nem tem como ser notada… não está presente. Aí, um fala inglês; o outro o mandarim; o que está ao lado é russo; mais à direita está um italiano; e o colega ao lado é originário da Escandinávia. Um pintor criaria uma tela com evidências da construção da Torre de Babel.
– O sujeito brega diria, em alto e bom som: tnc… não tô entendendo pôrra nenhuma.
Nobres dos Absurdos
Em Nobres, nos bastidores da política, já se viu de tudo. Pois não é que um sujeito foi investigado por ter ligações familiares com o prefeito, à época. Foi solicitado exame de DNA para a comprovação, ou não, dessa ligação. E o pior, a empreitada não passou de um fake news, considerando-se que não havia ligação familiar entre um e outro. Esse tipo de preciosismo político ou na política é como uma trombada entre duas antas, coirmãs, embora de DNA diferente.
– Com que cara eu vou à casa do investigado, cujo resultado foi negativo?
Nobres dos Absurdos II
O excesso de zelo na vida pública cria esses absurdos na conhecida oficina do diabo… que só funciona por absoluta falta do que fazer. Mas, nada comparado ao processo inqualificável das chamadas “rachadinhas”; a que os franceses dizem ser “moitié à moitié” ou, cá pra nós, meio a meio. As rachadinhas não possuem DNA (ácido desoxirribonucleico) e são paridas de uma malandragem que perambula pelas raias do absurdo.
– Dinheiro tem DNA?
Nobres dos Absurdos III
Era uma vez, nos bastidores de uma campanha, abastecida por uma empreiteira, que o candidato passava e olhava a caixa, forrada de dinheiro e imaginava desistência camuflada com a intenção de abiscoitar aquela quantia. Que coisa mais atraente, esse tal de dinheiro? Ir ou ficar? “Is the question”. Ficou para mais uma temporada, absolutamente improdutiva. Mas, será que a empreiteira vai ajudar, de novo? Com que interesse?
– E depois vem o arroto: não devo nada a ninguém e tenho moral. Então tá!
Praga dos Gafanhotos
Só Deus nas nossas causas. Por aqui, além dos gafanhotos, há a praga dos que falam pelos cotovelos. Muita fofoca em torno dos políticos e o pior de tudo é que estes falastrões são os mesmos que acusam as mulheres por falarem demais. Mesmo não estando no Egito, além dos gafanhotos, a praga que precisa ser combatida e que atrapalha os candidatos é a língua ferina. Tem gente que acredita que o muito falar vai sujar o nome do oponente.
– O pessoal do Xandão bem que poderia garantir uma pena de ao menos 17 anos de boca fechada para os homens falastrões da política.
A Cegueira Nobrense
Não, definitivamente, esta cegueira não é nordestina; ela é do eleitor que ainda vai perceber que na política tem também a figura do atravessador. O sujeito vende o voto do eleitor a outro candidato e espera por uma mesada em caso de eleição do candidato. O preço final dessa empreitada, quem vai pagar é o que pensa estar lucrando ao passar recibo ao atravessador. No fim, o comprador dos votos dá um nó em todos, caso ele seja eleito, e seguirá o seu trajeto de quatro anos com a vida pavimentada.
– O pior cego é aquele que finge ver, não importando o seu local de nascimento, se aqui, se lá ou no nordeste. Ah! Al Capone… já sabem do teu furo.
Um Visionário
Habitou por aqui um ativista político que marcou época. Chamava-se Adriano Silva e pertenceu a antiga Pousada Kisono. Dizia o inesquecível Adriano que Nobres seria um grande garimpo, por onde se aventuravam (e enriqueceram!) muitos políticos. Alguns, fizeram fortunas e hoje ainda atiram pedras sobre nossos telhados, chamando-nos de burros, de tapados e até de chifrudos; quando não dizem que é só bater no cocho que o gado vem.
– É bem assim. Mas há os papagaios que comem tudo e jogam a fama (e que fama!) sobre os periquitos.
Um Visionário II
Adriano Silva foi levado embora para sua terra natal, onde acabou falecendo, mas deixou a sua marca, a sua impressão de que esta terra (ou água, que seja!) já irrigou muitas fortunas. No caso dos periquitos, me contaram um dia desses que um certo João Martins, que Adriano Silva nem chegou a conhecer, foi o famoso anônimo que teve a mão do gato como se sua fosse. Essa conta quem paga até hoje é uma gente conhecida como contribuintes.
– Informaram-me dia, valor e data, devidamente anotados.
Muitos os Chamados…
…e poucos os escolhidos, neste caso, os atuais vereadores, onde acredita-se que um bom número dentre os 11 não voltem mais. O saldo de prestação de serviços aos munícipes ficou bem abaixo do esperado e cada um foi por si e hoje espera que Deus seja por todos. Se bem que a avaliação será do eleitor e tudo vai depender da caixa de cédulas de cada um. Quem tem a sua caixa (de papelão), obviamente que deve obter êxito.
– Mas há os que nem a caixa de papelão resolverá. Mas, bora aguardar os números das urnas.






















































Amei a trincheira .. bem inteligente as colocações.
Obrigado pela leitura.