
Na política, parece que está se criando uma figura mitológica que se acredita rara, neste Nobres. Ao menos no próprio entendimento da “auto raridade” (se é que exista isso, de alguém se achar uma raridade).
Em Nobres, é onde ocorre esse fenômeno, sempre às vésperas das definições políticas, onde o “bocudo”, o boquirroto emerge do seu lugar comum para se mostrar no picadeiro das abstratas ilações, apostando que sabe tudo, que manda em tudo, que tudo vê.
São aqueles que se acreditam líderes e se mostram como tais perante uma plateia que ao invés de aplaudir, ri e se deleita com a representação estapafúrdia daquele que fala muito. São os que se apresentam como um dos últimos cavaleiros da honestidade, que acreditam que a política brasileira possa se transformar no único território terrestre onde a honestidade deva habitar.
Ah! Como são pobres essas ricas pessoas e suas imaginações. São aquelas que cobram liberdade, mas querem amordaçar, querem criar teias para aprisionar seus candidatos, impondo que um ou mais daqueles não devam sair de casa, cotidianamente, sem pedir o aval dos seus semelhantes na sigla.
Tem algum partido político assim por estas paragens. Imagina-se que devam escolher com quem se aliar, sem nunca ter alcançado o pódio por estas bandas. Apostam na doce ilusão de poder manobrar com indivíduos e estabelecer parâmetros para aceitação de alianças, sem a experiência de não governar nem a própria língua; deixando no esquecimento a importância do entendimento de que o mal não é o que entra… mas o que sai da boca de cada um.
Pensa que as pessoas (leia-se, eleitores) não reparam, que aquele que muito fala não representa o melhor conceito perante o eleitorado. Dizem que tem candidato que dá satisfação até a hora em que vai dormir; que não viaja se não avisar pra onde vai. Isso tem funcionado muito no regime de Vladimir Putin, de megalômano Kim Jon-un, do chinês Xin Jinping.
Mas, aqui é Nobres e quem muito fala, dizem que dá bom dia a cavalo. Há quem diga que esse muito falar pode ser mal comparado ao movimento inicial de um caminhão lotado de suínos, onde acontece aquela algazarra toda, mas lá pela metade do trajeto, ou até bem menos, os viajantes se acomodam.
O falastrão de hoje corre o risco de tropeçar nas próprias palavras e lá na frente se calar ante a realidade dos fatos. E daí vem aquela frase dita pelo rei Juan Carlos I de Espanha ao presidente venezuelano Hugo Chávez, durante a XVII Conferência Ibero-Americana, realizada na cidade de Santiago do Chile, em 10 de novembro de 2007: “Por qué no te callas?”.





















































