
Denunciada por suposta rachadinha, a vereadora Edna Sampaio (PT) foi cassada pela Câmara Municipal de Cuiabá, mas acabou retornando ao cargo por determinação judicial. Em Chapada dos Guimarães, a vereadora Fabiana Nascimento (PRD), advogada, foi cassada por advogar contra o município.
Esses são os casos mais recentes de um falso moralismo que predomina nos mais diversos parlamentos em todo o País e não é diferente na Câmara dos Deputados, sobre o machismo predominante e sobre as mentiras que se pregam em nome da Constituição Federal, desrespeitada quase que diuturnamente por ações e medidas abusivas contra aqueles que votam para eleger esse sistema, cujas regras, ações e comportamentos se voltam contra o próprio eleitor.
Mas, aqueles que ousam não seguir a pífia ordem dos fatos, sofre retaliações, as mais diversas, “inventadas” para fazer estabelecer todas as controvérsias que se criam em nome de uma moralidade de fachada.
O sistema político embora apresente concessões machistas, costuma se voltar contra qualquer um que pretenda agir contra os poderosos que estão no plantão, ou seja, no exercício do mandato.
Em Nobres, por volta de 1.998, curiosamente, no agosto daquele ano, uma descoberta de um vereador acabou por gerar uma operação gigantesca e de alto custo, pecuniário e moral, ao ponto de levar pessoas para a cadeia por conta de drogas “plantadas” em um armário na Câmara de Vereadores.
Em Cuiabá, onde a Câmara de Vereadores é conhecida como “Casa dos Horrores”, a democracia é meramente de fachada e a maioria absoluta segue as regras do jogo, dando suporte e total cobertura as ações do Executivo.
O Parlamento, pelas regras do jogo, funciona como uma espécie de “sucursal” da administração municipal e aqueles que ousam retirar a venda dos olhos ou não lavar as mãos diante das ações emanadas do Executivo, é tratado com as regras existentes: ou é comigo ou é contra mim.
Exemplo claro sobre a dura realidade que vivem os municípios mato-grossenses não teria melhor foco sobre o que ocorre no município de Rosário Oeste, onde os vereadores não demonstram satisfação em atuar em favor daqueles que os elegeram. Antes, defendem abertamente a gestão do Executivo, em que pese as reclamações do povo que circulam pelas redes sociais. Ou será que aqueles que reclamam o fazem por mero capricho.
Em Diamantino, apesar de denunciado por um empreiteiro, o prefeito Manoel Loureiro ganhou a adesão de uma considerável maioria de vereadores que demonstraram desconhecer o que foi relatado por uma via externa. Eles sequer se dignam a fiscalizar.
Mas é na capital do Estado, onde há registro de que a maioria sempre está ao lado de quem comanda as ações. O prefeito Emanuel Pinheiro goza de prestígio da maioria dos vereadores e ao que tudo indica, apenas alguns poucos, caso do vereador dr. Luiz Fernando que começou a ver as “fraturas” governistas com outros olhos, passando a ser diferente entre os iguais.
Mas, em Nobres, como funciona essa realidade? A Casa do Povo, nos últimos 58 anos de história, ainda não havia sido comandada por uma mulher. Em janeiro de 2.023, a vereadora Zilmai Ferreira de Jesus tomou posse com presidente da Câmara de Vereadores de Nobres.
Apesar do machismo e das resistências de uma corrente interna, a líder da Mesa Diretora sobreviveu e comanda a Casa com fé e coragem, ainda que não seja uma unanimidade entre os seus pares, que costumam alfinetar quando o próximo não está tão próximo.
Mas, como diria o falecido Mário Jorge, o já saudoso Zagallo, “vocês vão ter que me engolir”, frase citada após uma bela conquista. E chegar ao poder em uma Casa marcada pelo desgaste ao longo dos anos, não é tão fácil; e abre caminho para que as mulheres busquem seu espaço na política em meio ao conhecido poder hétero… real ou camuflado.
Mas, a vida nos Parlamentos é essa, onde as regras do jogo precisam ser entendidas e nunca mal interpretadas como ocorre, quase sempre, na maioria das vezes, todavia, entretanto…





















































