
Sabem como é na periferia do Brasil, onde a imprensa (“baixo clero”) vive mais de boatos que de fatos. É onde ocorrem situações que deixariam uma dúzia de tomates maduros, cor de rosa-choque. Na imprensa periférica, no expediente dos sites se vê de um tudo: diretor de redação, diretor de mídia, diretor de marketing, diretor de fotografia… vai ver, é tudo a Santíssima Trindade… ao invés de pai, filho e espírito-de-porco, é tudo uma figura só.
Na periferia do Brasil, o diretor financeiro é o mesmo que assovia e chupa cana, a um só tempo. Aí, quando a coisa fica preta, a notícia é uma operação financeira gerada à base do escambo, ou seja, é trocada pelo produto da moda. Em uma certa Festa do Milho, realizada na periferia de um município, o marketing foi permutado por pamonha. Só pra se ter uma ideia de que esse pessoal anda matando cachorro à grito, mesmo.
Certa vez, um repórter interiorano chegou de bicicleta em local onde se realizava uma blitz. Tanto demorou, que ao chegar ocorreu o deslocamento a outro ponto. Pois não é que aquela segunda blitz, mal foi montada, eis que surgiu uma emergência; e lá foi o jornalista para o acompanhamento da viatura naquele terceiro ato. O negócio é mesmo de c..gar pra trás. Haja fôlego!
Teve uma vez que um repórter de tevê divulgou uma notícia policial sobre o roubo de um porco, que saboreado lá nas alturas, numa cachoeira, morro acima. A notícia espalhou, feito même de mulher pelada, e os meliantes não gostaram e deram uma carreira no repórter. Ocioso dizer que ele bateria Usain Bolt nos seus melhores dias de 100 metros rasos.
Não dá pra comparar, a situação do jornalismo periférico com a situação de rua de muita gente, mas a pobreza não é diferente. Uma divulgação conjunta, certa vez, quase terminou em vias de fato. Os repórteres divulgaram elogios a um determinado vereador e em troca, ganharam a banda de um porco. Como era um período de fim de ano, um deles deu “o balão” no colega, argumentando que o parceiro estava chegando de viagem e o autorizou a pegar o “pagamento” inteiro e que depois fariam a partilha. Até hoje essa partilha não aconteceu.
E o pior é que esse pessoal ainda encontra fôlego para tirar uma onda de Don Juan ou, na pior das hipóteses, uma comparação com algum sultão da arábia. Uns, tem duas esposas, outro três e há o que bába pela filha, mas deseja a mãe. Viver à pão e água tem lá seus méritos e um deles é essa farra toda, mas sem abandonar uma velha e surrada frase: “represento o Quarto Poder das Democracias”. A desvantagem está em toda parte, nos salários, na representatividade, na conta bancária, no estilo de vida e até na vontade de atingir o clímax… mas isso só ocorre quando se faz justiça com as próprias mãos.





















































