
Estamos iniciando um período da vida dos munícipes em Nobres em que o terreno se apresenta fértil a receber “enxertos” e excertos insinuativos com relação a política ou a uma nunca improvável antecipação das decisões políticas que só terão seu auge a partir do fim de setembro e ainda no ano que vem.
A antecipação de determinadas percepções políticas nos remete ao que predisse o então prefeito Sebastião Gilmar Luiz da Silva, por volta de 2.015, sobre a recuperação econômica de Nobres, que só se daria dois ou três governos pra frente. O então prefeito Gilmarzinho esforçou-se ao máximo, de tal forma, que a sua previsão não se consumou e ele próprio arrumou a casa e a entregou ao seu sucessor com equilíbrio financeiro.
O atual prefeito, Leocir Hanel, repaginou a própria gestão administrativa e a modelou com um trabalho de austeridade e economicidade que teve lugar na Secretaria Municipal de Infraestrutura, onde implantou borracharia própria e cortou gastos, melhorando de maneira impactante a gestão administrativa sob seu comando.
E se tem alguém que pense que a prática de uma gestão administrativa seja fácil ou nem tão difícil, os dias sombrios de atrasos salariais, de dívidas que deixaram o município com enorme impacto negativo na sua economia, onde o fornecimento de energia e os consignados não tiveram seus compromissos cumpridos, pense, veja e reveja o que passou e porque todos passaram.
A maior das lições deve ser compreendida pela população, a quem cabe escolher seus governantes, evitando que o município caia em mãos despreparadas, em cabeças e alinhamentos com grupos que tem a intenção de dominar o poder sem o devido conhecimento de causa.
O município de Nobres não pode afastar-se do alinhamento e do norte que nos trouxe até aqui, com o funcionalismo recebendo em dia e com um legado de realizações que apontam que há que se obedecer uma tendência positiva, de crescimento populacional, de melhorias estruturais e de conquistas sociais que podem e devem avançar na questão do combate as desigualdades sociais e que vai além das imposições político/partidárias externas.
Nobres precisa de ter o domínio e a responsabilidade de quem emancipou-se, e está há 58 anos aprendendo e reaprendendo com erros e acertos, sem que a política seja tratada com a visão externa de uma realidade que é nossa. Não se cresce social e economicamente com modelos políticos impositivos, com nomes empurrados goela abaixo de uma população que está aprendendo a corrigir-se e a criar caminhos próprios que levem todos ao desenvolvimento.
Não há perfeição nessa trajetória, mas há que se avaliar que o então prefeito Sebastião Gilmar Luiz da Silva traçou seus planos, cumpriu-os e entregou ao seu sucessor uma gestão equilibrada e que só avançou com uma iniciativa de equilíbrio fiscal, de economicidade e austeridade.
Mas, é importante lembrar que aquele deixa o poder passa a ser a próxima vítima para que os outros, os que pleiteiam as cumeadas do sucesso político, busquem encontrar cabelo em ovos para enganar o eleitor e atingir o seu objetivo. Mas, onde estão ou estarão as principais lideranças políticas locais diante de um cenário como esse que se avizinha, em que querem transformar Nobres num templo das irrealidades.
Certas intervenções, de lideranças preocupadas com o próprio município, tem o condão de mudar a realidade do templo da política e apontar os problemas vindouros. Por enquanto, o templo gira em torno da economia e legitima o sistema econômico, bem conduzido, que por sua vez, justifica o lado político e o ideológico.
Porém, entretanto, todavia, há que se conhecer quem seja quem antes de votar, sob risco de não se comprar gato como sendo lebre. Apenas por medida de precaução, de modo a reconhecermos uma profecia do bom prefeito, o que pagou as dívidas e permitiu esse caminhar seguro que hoje ampara a todos.






















































