
O município de Nobres, de fato e por direito, precisava experimentar um comando feminino para que o jogo virasse e o poder que vem do povo pudesse se mostrar mais aberto e com posições claras em meio ao papel político que é da função parlamentar. Afinal, se vem do povo, é ao povo que se deve mostrar um parlamento mais popular, aberto ao diálogo com todos os demais segmentos da sociedade civil.
Em menos de meio ano, apesar das querelas internas que acabam espraiando-se para os meios sociais, a Câmara de Vereadores parece estar moldando uma nova imagem, onde as contendas políticas ficaram sepultadas nas eleições passadas e busca se estabelecer um poder mais voltado ao que é social e cada que siga com o seu lado populista. A Câmara de Vereadores de Nobres representa pouco mais de 17.000 mil vozes e cada uma dessas vozes precisam ser ouvidas e já vai longe aquelas imposições de que o poder é exercido por um “rei” leão e suas imposições.
A atual presidente da Câmara de Vereadores, vereadora Zilmai Ferreira de Jesus, tem dado abertura e direito à todas as correntes, neste momento, sem vínculos políticos e nem partidários. Esta semana, dita e tida, de fato, como do aniversário de Nobres, foi de balançar as estruturas, políticas, pessoais e até emocionais com o inesperado acidente que ceifou a vida do ex-candidato à prefeito, Esmeraldo Ribeiro Alves. Além deste acontecimento abrupto e marcante, a líder da Mesa Diretora ainda teve que se organizar e preparar o Parlamento à votações de matérias importantes e ao mesmo tempo oportunizar vez e voz à viúva do recém falecido ativista político dr. Esmeraldo.
Sem tumultos, sem atropelos e mantendo a serenidade, a presidente esteve comandando a sessão legislativa, participou dos eventos inaugurativos e se mostrou confiante e solidária em todos os momentos.
Em assim agindo, sem a pretensão de querer se impor como líder e nem pessoalmente, o exercício do poder é a forma de sopesar as ações e delegar competência para que a máquina se encontre em equilíbrio. Uma das realidades a considerar, é o diálogo com todos os setores da comunidade sem o que Poder Legislativo seja exercido com arrogância e prepotência, onde o predomínio de um seja o balizamento dos demais. O diálogo, o consenso, a garra e ainda a humildade para se saber que ninguém é suficientemente sábio que não possa aprender novas lições e que não se é menor que ninguém que não possa pretender com este ou aquele. Provavelmente, reitera-se, é através do sopesamento de posições que se conquistará o equilíbrio desejado.
Assim, sob essa percepção, que se avalia que o direcionamento dado ao Legislativo esteja dentro da realidade desejada sem que com isso se possa arguir perfeição, mas trata-se de uma equação em encaminhamento.
Se vai dar certo e se a presidente Zilmai fará com que essa guinada seja positiva, o tempo é que poderá aquilatar. Mas já um razoável ponto de partida que se sobrepõe ao grau de desconfiança que permeava o ambiente interno. De toda sorte que o projeto foi delineado e, inegavelmente, de dentro da Casa, veio uma força que é, de alguma forma, algo capaz de impor calmaria ou de provocar tempestade.
Como os bons ventos sopram, há sinais de que estamos com o prenuncio de calmaria e céu de brigadeiro para que a presidente cumpra seu plano de voo e até alce voos mais altos.
Assim sendo… voar é preciso.





















































