
(*) Elizabeth Pereira Machado
O predomínio de informações negativas e o vazio que o ser humano vem enfrentando por conta de uma carga descomunal de pesadelos por conta ainda de um distanciamento familiar, onde o virtual invadiu a vida real é que pode estar causando essa espécie de convulsão social e violência de toda sorte.
Nós precisamos nos reinventar enquanto indivíduos e pela unificação de bons propósitos sociais, buscando a fé, a paz interior e a solidificação de ensinamentos que venham do seio das famílias e se espraie pela comunidade como forma de combater o mal com as raízes da família unificada.
O ser humano está diante de alguns valores que são desestabilizadores a partir de um culto ao que vem do nada, apenas através de mensagens vazias daquilo que é apenas virtual e que são captados e retransmitidos através dos celulares como uma espécie de “escola” da irrealidade.
O culto à fé, aos valores sociais, a unificação da família, a pacificação dos meios escolares só será encontrada quando os indivíduos que compõe essa comunidade darem as mãos, convocando a família para momentos reflexivos e o anúncio de palavras de fé, de carinho, de respeito e amor ao próximo sendo difundida na comunidade escolar.
Nós precisamos, antes de tudo acreditar em nós mesmos e nos voltarmos a uma profunda reflexão sobre o que é a vida em comunidade, seja na família, no trabalho, nas escolas e faculdades. Necessitamos de um resgate de nós diante dessa velocidade que o mundo ganhou, onde deixamos o palpável e mergulhamos no virtual, dominados que estamos por tamanha gama de informações diárias que está nos transformando.
Precisamos, com urgência, refrear nossos ânimos e buscarmos a fé, a paz e a compreensão de que a espiritualidade pode ser uma forma de frearmos ante desabalada correria em direção a um abismo que criamos por deixarmos de nos ater ao palpável ao invés de apostar no que está nessa densa bruma que cobre a nossa existência.
Vamos estabelecer um pacto pela vida respeitosa nas escolas, nas famílias, na comunidade para que tenhamos um mínimo de paz diante de todos esses fatos negativos que podem estar nos separando da busca pela sabedoria, pela educação, caminho seguro que nos levará ao bem estar social.
Não se pode privar o ser humano ainda em tenra idade de buscar o aprendizado, de frequentar o templo do saber que é a escola por conta do anarquismo, das mentes vazias que buscam afrontar a sociedade através de comportamentos doentios e desumanos.
Necessitamos implantar o amor entre nós e espalhar os odores da boa convivência, do respeito entre meninos e meninas cujos pais acreditam que estejam buscando a melhor forma de se educar através dos estudos.
Sobretudo, nós enquanto família, precisamos nos unir pela pacificação no templo do saber, levando a família pra dentro das escolas e trabalhando para que todos se reencontrem no caminho da fé em Jesus e na unidade em torno do bem e da boa convivência social.
Falemos de Deus e da importância da família na construção de um caminho seguro, colocando a solidariedade como forma de nos ajudarmos, uns aos outros.
Paz, sobretudo, é do que precisamos.
(*) Elizabeth Pereira Machado é servidora pública municipal, Contadora, suplente de vereadora e congrega na Igreja.





















































