
O ano era o de 2.002, quando o prefeito era Flávio Dalmolin e o presidente da Câmara de Vereadores era o então vereador Sebastião Alves de Albuquerque, sendo o então secretário de Saúde, o dr. André Avelino Bezerra. Durante reunião realizada na Câmara de Vereadores, sem precisar a data, em que participavam a cúpula da administração municipal, vereadores e a então representante do Hospital, ouviu-se de uma representante do nosocômio: “vão ter que comer aqui (exibindo a palma de uma das mãos), ou do contrário, que construam um hospital”.
A renhida luta entre o hospital, construído e inaugurado em outubro de 1.992, começou com a família Barbosa, de médicos, que eram inimigos políticos dos então diretores do único hospital local, o Laura Vicuña, que surgiu após aqueles problemas que foram parar no Globo Repórter e que trouxe o repórter global Heraldo Pereira até Nobres para levantar problemas com as então famosas AIH’s (Autorização de Internação Hospitalar).
Em 1.997, considerando-se o fim da gestão Lídia Barbosa, em dezembro de 1.996, nos primeiros dias da gestão Devair Valim, aconteceu o desmonte do PA, criado na gestão de Lídia Barbosa, com a cessão/doação de equipamentos públicos ao setor particular.
Na gestão do prefeito Flávio Dalmolin, as mesmas pressões ocorreram até que o prefeito criou um novo PA (Pronto Atendimento), oportunidade em que alguns vereadores da época tratavam de desestabilizar através de requerimentos absurdos.
O então prefeito José Carlos da Silva (2.009/2.012) foi acusado de abandonar o hospital e deixar contas sem pagar, sob a informação de que foi “cria daqui” e teria abandonado a unidade privada.
Sob Gilmarzinho da Ecoplan, quase nenhum atraso e as mesmas pressões por aumentos. Em uma reunião interna, oportunidade em que o Rotary Club doava equipamentos ao hospital, a diretora administrativa da unidade, Teka Duarte, disse que a principal fonte de manutenção do hospital vinha do setor público. Isso não é e nunca foi novidade.
O novo impasse, à base do “tranco”, esbarra na mesma questão, o tratamento de choque para se conseguir aumento ou atualização das despesas contraídas entre quem tem o dinheiro e aquele que presta serviços.
Se alguém interpretar como sendo a eterna luta entre o bem e o mal, a quem seria dada a definição de “mal” em mais uma batalha?
O “comprador” de serviços hospitalares, se o caldo engrossar, deve pedir auditoria particular em todos os gastos públicos no setor privado, conhecendo inclusive quanto ganha cada diretor; quem são as pessoas que acompanham os pacientes que são removidos para Cuiabá, quanto paga por cada remoção e saber se não há repetência de nomes; quem autoriza; qual a ligação entre essas pessoas; enfim, pormenorizar quanto ao investimento público no setor privado.
É da competência de quem “compra”, checar a qualidade do atendimento aos pacientes e conhecer os pormenores sobre o que faz o “cliente” em relação ao meio ambiente, cogitando o acompanhamento da Vigilância Ambiental sobre o descarte de resíduos da unidade e como funciona o esgoto e o tratamento que se dá ao esgoto do seu contratado.
Quem compra um produto, no caso os serviços hospitalares, é necessária a checagem do atendimento ao público através de Ouvidoria implantada no local, que vai além da simples fiscalização de contrato.
Um precisa do outro, mas as coisas precisam ser feitas às claras, já que o dinheiro é público, o serviço é comprado, pago em dia e não se faz como se fez ontem (16/02/23), quando o secretário de Saúde e a imprensa saíram dali de frente do hospital, pacientes não foram atendidos, conforme fonte segura.
E vale lembrar, o Sistema Único de Saúde é de todos e se o dinheiro do SUS não é bom, que o hospital sobreviva como empresa privada, de fato e por direito. Já o sistema público de saúde, tem todo o direito de não comprar gato por lebre e verificar centavo por centavo do que é do povo.





















































