
Durante a solenidade de posse da nova presidente da Câmara Municipal de Nobres, vereadora Zilmai Ferreira de Jesus, ao chegar a vez de usar da palavra livre, o ex-presidente José Dias Filho ousou comparar dois momentos da política local. O primeiro, aquele evento em que a Casa esteve lotada para os protestos contra o abusivo aumento da verba indenizatória a ele e aos seus pares.
E continuando em sua retórica, deixou claro que experimentou o lado vexatório do papel de legislar em causa própria numa alusão ao momento de paz, de serenidade e até de uma certa pompa, como o foi a noite do supersticioso número 13, um 13 de fevereiro.
Seria uma noite para ser esquecida, aquela da imposição da malfadada VI, mas já que ousou lembrar, é importante lembrar que o Parlamento é o conjunto de pessoas que representam a sociedade municipal e a manipulação de todo aquele contexto ao bel prazer de uma meia dúzia não reflete a necessidade.
A fatídica “Noite da VI” é pra ser esquecida e também para não mais mencionar que o erro foi oportuno para se conhecer quem são leais e amigos.
O vereador, em sua individualidade, tem livre arbítrio e quando as posições defendidas não tem a concordância de uma considerável maioria, nem interna e nem externa, é tempo de auto análise para se chegar a um questionamento: onde foi que eu errei; foram muito ou foram poucos os erros.
É o preço que se paga quando se quer impor ideias e pensamentos meramente pessoais ao conjunto e quando uma maioria razoável discorda e aquilo que se acreditava ser uma fortaleza se rompe, espraiando desacertos para todas as direções.
De positivo naquele “momento remember”, foi quando o ilustre argumentador buscou uma espécie de “backup” das suas ações no exercício da presidência, apenas a comparação entre um acontecimento pensado, que angariou simpatia e um outro, que despertou a ira de uma turba de descontentes.
E os populares, aqueles que valorizam a cultura e as tradições do seu lugar, costumam dizer que bater na mesma tecla não trará o positivismo de volta. O que pode ser positivo é a reflexão sobre uma necessidade urgente, que é a de reavaliar os próprios conceitos e se automelhorar, sem imposições, ouvindo mais e falando menos.
Todo discurso será vazio quando se falar de uma introspecção e não de uma proposta em que a reconciliação consigo mesma possa levar a uma transformação conceitual.
E olha que para se chegar a este raciocínio, foi me necessário bater na mesma tecla…





















































