Nessa seara, apresentada por obra do acaso ou por erro da ganância daqueles que só olham para dentro de si, há muito de intromissão e uma gama de demagogia da classe oportunista. O oportunismo político não tem medidas.
A questão é o incêndio ocorrido no Shopping Popular ou dos Camelôs, como queiram. Quanta rapidez e força de vontade da classe política em ajudar, mas não perguntem se é com o dinheiro deles. Ah! Extraída de uma pequena quantia dos impostos que cada cidadão paga. Assim, sim!
Como é bonita a continência com chapéu alheio e como é comovente a imagem do Misael Galvão em lágrimas como um líder atingido em seu calcanhar. Só não está claro, por que uma estrutura daquele tamanho, erigida em área pública, sem tantas despesas assim, não tenha a preocupação de contar com um seguro.
Só não ficou transparente, a pressa com que os políticos se lançaram na proposta de contribuir para salvar aquele contingente, mas, com que dinheiro, de qual fonte?
Só faltou pedir dinheiro à CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), justamente essa classe organizada, que paga impostos e mais impostos. Essa classe organizada, destratada e não devidamente reconhecida pelos cobradores de impostos… os que só pensam em levar a César o que dele.
Não há um retrato mais claro do que aquele que retrata as calçadas da Rua 13 de Junho, território dominado pelas grifes, tão ou mais falsas que o malte escocês vendido no cabaré. Ali e nas mais diversas ruas de Cuiabá, no centro velho, o território é dominado pelos Hermanos haitianos, explorados por alguns espertinhos (vai se saber quais) e suas grifes de cuecas, de bonés, de bermudas e até as frutarias comercializadas nos passeios públicos.
Quanto gesto humanitário, mas quem estaria por trás dessa ação, com grandes depósitos de bugigangas e quinquilharias falsas comercializadas na área central de Cuiabá? O que de impostos vai aos cofres públicos dessa ação salvadora?
Muitos são ferrados como gados com uma carga tributária e trabalhista escorchantes, enquanto abre-se um leque de privilégios a outros. Individual e coletivamente, a cada compra num supermercado, ali já estão embutidos impostos cobrados e o ICMS. Mesma cobrança que não ocorre com os produtos de grifes famosas que são falsificados e vendidos legalmente(sic!).
Quanta compaixão dos políticos, até mesmo na comparação esdrúxula do incêndio do comércio dos camelôs com o desastre natural ocorrido no Rio Grande do Sul.
O político, pra meter as mãos no dinheiro do povo, encontra saídas fáceis e comparações esdrúxulas. Até porque, o dinheiro não lhes pertence, cujas vultosas quantias são apenas para administrar em nome do povo; mas eles tomam posse.
Empatia com os eleitores que são os atores do shopping dos camelôs, mas com dinheiro dos outros, isso é bom demais e alegra aos olhos de muitos. Até os comerciantes de cigarros eletrônicos, de instrumentos para uso do narguille e a “guerra urbana” travada para a concessão de vendas de cigarros paraguaios, por tudo isso nosso dinheiro vale a pena ser empregado.
A comoção é total e enche os olhos de desavisados, mas é o dinheiro dos lojistas que teimam em comercializar os produtos de origem nacional e legal, em cujas calçadas estão estacionados o comércio dos haitianos usados para mascarar um grave problema social, a imigração de seres humanos de países com regimes ditatoriais, onde a corrupção predomina, muito, mas muito mais que no Brasil.
Continência com chapéu alheio em ano eleitoral, que coisa bacana. E ainda contribuímos para que a China mantenha seu arsenal nuclear e se torne um país rico, para onde não vão nem haitianos, nem venezuelanos e nem colombianos.
Vai um cigarro eletrônico aí?























































Não vi essa empatia dos políticos canalhas e oportunistas quando a empresa REALMAT foi destruída TAMBÉM por um incêndio afetando ainda duas lojas vizinhas – Ciclo Ribeiro e uma Lotérica. Tiveram que ressurgir das cinzas sozinhas.. Verdadeiros guerreiros, vendedores de MERCADORIAS DE ORIGEM LÍCITAS e PAGADORES DE IMPOSTOS. Outra dúvida: como conseguiram fazer tão pouco tempo o projeto do “prédio novo” ???