Negar que a administração do prefeito José Domingos Fraga Filho (União Brasil) tenha algum aspecto positivo, isso não seria possível. Mas os aspectos positivos desaparecem na medida em que setores dessa mesma gestão resolvem “ferrar” com a população, impondo leis severas em nome do fisco.
Senão vejamos, a intimação de munícipes para evitar que águas consideradas servidas caiam nas guias de sarjeta. É uma inventiva de um modelo de gestão que deseja ultrapassar a fronteira do atraso, passando para o lado da modernidade com os pés-de barro.
Ou seja, não quer água de sabão indo parar nas ruas, mas, de outro lado, não tem sequer um metro de esgoto. Com uma população pobre sendo esbulhada pelo modelo de gestão implantado pelo atual prefeito, onde a ordem é “apavorar” com um aparato de fiscais que, diariamente, consome litros e litros de combustíveis perambulando pelas ruas da cidade, não para intimar, mas para intimidar.
E quando esses impositores da nova ordem forem embora, com que ‘cara’ ficarão os fiscais daqui que moram aqui e andam pela cidade convivendo com gente daqui?
ESGOTO (sic!)
Se não se quer águas servidas nas ruas, onde estaria a rede de esgoto? Não se leva em conta a imoralidade que representa a renovação contratual com a concessionária de água e esgoto à toque de caixa, ao sabor das aventuras permitidas durante quatro anos de uma gestão administrativa que ainda não se apresentou aos munícipes com resultados práticos.
E as caixas de recepção de águas pluviais? Ou seria caixa coletora de latas, garrafas plásticas, restos de animais mortos, entre ratos, cachorros, caramujos. As caixas de recepção de águas pluviais em Nobres são uma aberração ambiental.
Será que esse aparato de fiscais da Prefeitura já teve a coragem (e a decência!) de se dirigir até ali embaixo da ponte na Av. Moacir Parzianello para coletar água que sai da manilha ali naquele ponto?
Em outro ponto, bastante recomendado, seria logo abaixo dos fundos do Posto Xaxim, onde a coleta de água para análise seria interessante do ponto de vista ambiental.
FERRAR, FERRAR & FERRAR
Infelizmente, o IPTU é um dos mais caros para cidades com menos de R$ 20.000 habitantes. Não bastasse o IPTU, ainda existem legislações que foram criadas e aprovadas no Parlamento que impõem enorme derrota ao povo do ponto de vista financeiro.
Legislações que visam espezinhar o povo e valorizar os amigos do prefeito, aqueles cobradores de impostos.