E lá se foram 15 meses de uma gestão contestadíssima pela oposição, corroborada pela população que em parte acreditou nas propostas de campanha do político de carreira, José Domingos Fraga Filho (União Brasil).
Quando os munícipes esperavam (já fazem mais de 390 dias) por uma gestão que implementaria ações políticas e administrativas estruturantes e capazes de fazer esquecer uma gestão que, de certa forma, fez pela infraestrutura viária urbana. Eis que a medida mais “edificante” tomada pelo novo prefeito, a partir de janeiro de 2.025, foi inflacionar os gastos com pessoal, apenas com pouco mais de uma meia dúzia de amigos, catapultados para Nobres para ser a solução a todos os problemas do município.
Ou seria apenas por não acreditar na capacidade dos que aqui vivem? Se assim foi, o antídoto não funcionou e a melhor resposta que tem dado são aqueles que aqui vivem.
Ainda que o prefeito Zé Domingos não veja ou que finja não ver, mas a Secretaria Municipal de Administração, Planejamento e Gestão, a Subprefeitura são setores dentro da máquina que respondem positivamente ao que se exige e a base de apoio da gestão na Câmara dos Vereadores, também são os que sinalizam positivamente para o processo todo.
Em uma hora qualquer, haverá quem canse diante da ineficácia diante do poço de sabedoria com que se apresenta o político e gestor José Domingos Filho.
A oposição, de sua vez, não vai bater nos secretários e prefere deitar o guatambu em quem realmente merece, aquele que é o principal elemento dentro de uma gestão administrativa, a figura do prefeito.
Infelizmente, Nobres está diante do inusitado, um gestor experiente e de muitos contatos poderosos na esfera política, onde já frequentou e segue participativo, mas… todavia, não consegue andar. Até o Capitão Gancho apresenta mais mobilidade que o gestor atual de Nobres.
Infelizmente, porque o prefeito Zé Domingos, veja bem, o prefeito, é turrão e vingativo, se negando a dialogar com aqueles que representam as aspirações populares. O prefeito Zé Domingos, sempre a figura do prefeito, “marca” os seus adversários ou os “ferra” com a sua marca, mantendo-os distante da gestão e fugindo de uma conversa que nem é pessoal, mas institucional.
Nesta semana, dita santa, o prefeito, o que não gosta de redes sociais, supostamente, exibiu imagem ao lado de uma figura inexpressiva (politicamente) e que sequer superou em votação a vereadora mais votada em Nobres.
Salvo o papel desastroso de “boi piranha”, o que mais representaria politicamente o empresário Neílton Hiper? E foi recebido pelo letárgico prefeito de Nobres sob promessa de atender vindicações do ex-candidato Neilton, o que o ajudou na travessia até chegar ao poder.
Entre os 11 vereadores, quem é Neilton Híper na fila do pão? Ah! Foi o que estendeu a mão ao prefeito durante a travessia diante de uma adversária sem tanta bagagem assim perante a anunciada experiência política e administrativa do atual prefeito de Nobres.
Enquanto age de modo discricionário contra os vereadores, aos quais faz questão de deixar claro que não recebe um a um e sim todos ou em grupo; repete a discrição ao sabotar a presença do renomado médico cirurgião José Carlos da Silva em Nobres.
Nem administra o município e nem satisfaz aos próprios interesses, praticando uma gestão administrativa pífia e legando aos próprios companheiros de jornada política o ostracismo. Aos que são colaboradores ativos, deixa que eles exerçam o dinamismo e é o que está ocorrendo, de fato, com os secretários citados anteriormente.
Aos que não nutre simpatia ou que não se destacam, deixa que os mais ativos os protejam.
Infelizmente, os munícipes de Nobres (nem todos, obviamente), vivem um clima de insatisfação com o prefeito e o seu modelo de gestão, de privilégios e uma empáfia em fazer o que bem entende como se todos fossem obrigados a entender que gestão, a que o prefeito pratica, não se avalia pelo começo, nem pelo meio, mas deve ser pelo fim.
Sob essa retórica, o prefeito Zé Domingos segue sendo amado por uma meia dúzia e odiado por muitos que se sentem impregnados pelas cobranças da oposição, essa que o prefeito busca desacreditar ao receber pessoas sem representatividade para, supostamente, atender demandas.
E contra a oposição, além do prefeito, ainda estão setores da mídia privada que inventam notícias e fatos para tentar desacreditar os que já não acreditam mais na gestão.
E ainda há o pior espectro dentro da conjuntura anormal, os que conspiram contra o governo mesmo sendo governo. Consta, segundo fontes internas, que o prefeito vem percebendo ações nada edificantes na aquisição de peças e equipamentos.
E, numa outra ponta, fala-se que tem medicamentos e os munícipes vão lá e são “convidados” a voltar numa outra semana. Além de não encontrar o que busca, o contribuinte ainda é tratado com uma certa empáfia por determinadas pessoas. O resumo da ópera é um só, as farmácias estão sucateadas e/ou desfalcadas em termos de medicamentos, os mais baratos. Imaginem os de maior valor.
Ainda que esta narrativa não seja um retrato desejado pela administração municipal e muito menos pelo povo, faltaria coragem ao prefeito que, vendo o fogo no seu “playground”, não muda e ainda trata de elogiar aqueles que são ruins de serviço e, ainda que sorrateiramente, conspiram contra a gestão.
Sob a visão macro da conjuntura, há que se abraçar Pivetta, sob risco de Nobres naufragar sem contar com um porto seguro no cenário político regional. E aí, adeus obras e um final de gestão desagradável para todos, entre situação e oposição.
O mais simplório dos viventes diria que ao menor sinal de afundamento da embarcação… qualquer barranco servirá como porto seguro.