A rica história política de Mato Grosso, desde antes da Divisão, nos mostra a figura de um governador respeitado e de um vasto currículo. Ninguém mais e ninguém menos que Pedro Pedrossian (1928-2017), o que foi um engenheiro civil e político brasileiro, governador de Mato Grosso entre 1966 e 1971, antes da divisão do estado. Famoso por grandes obras de infraestrutura e educação, também governou o Mato Grosso do Sul (1980-1983, 1991-1994). Faleceu aos 89 anos em Campo Grande, MS.
Muita gente que reside em Nobres, uma gama considerável de sulistas, nem imagina quem tenha sido Pedro Pedrossian (foto reprodução). Para os idosos, uma grata lembrança é tê-lo visto, sem motorista, dirigindo aquele Landau Preto (veículo oficial), indo visitar obras na área urbana de Cuiabá.
Camisa manga curta, sem frescura, sóbrio (sempre), humilde, economizando nas palavras e agindo como ser humano que foi em vida.
Pedro Pedrossian assim como José Manuel Fontanillas Fragelli, andavam em meio ao povo, circulando ao redor da extinta fonte luminosa, de mãos dadas com as respectivas esposas.
Esses governadores de que falamos acreditavam que estar no meio do povo, para eles, seria uma forma de conexão profunda com a realidade, com a empatia e a real prestação de serviço ao próximo. Àqueles que o elegeram, apostaram que uma boa gestão, independentemente de qualquer forma de pensar ou de crença, não diminuiria o tamanho de ninguém, seja no contexto político, religioso ou social, o ato de se misturar com a multidão carrega significados de acolhimento e humildade.
Sem olhar para o próprio passado, nenhuma riqueza social e econômica será tão grande como a de ser e estar ao nível dos humanos, daqueles que carecem da sua atitude e da sua firmeza de caráter.
Que nos espelhemos em Pedro Pedrossian, que faleceu em 22 de agosto de 2.017, legando aos mato-grossenses do sul e do norte, noções de simplicidade que o tornaram uma grata lembrança.
Ninguém precisa ser um novo Pedro Pedrossian em qualquer momento da história, mas mirar-se no exemplo de humildade e demonstrar capacidade de dominar as ações no contexto da prestação de serviços ao povo não diminuirá nenhum ser que se acredita o último dos moicanos.
Jesus Cristo, por exemplo, creia quem quiser, sempre esteve no meio do povo e longe das frescuras de Júlio César, de Caio e de Pilatos, este último, um trairão à moda antiga.
Boa reflexão, aos que leem, aos que fogem da responsabilidade e àqueles que estão presos dentro de um personagem que não ultrapassará ao segundo dia sem transmitir odor de carne podre em um jazigo qualquer… por aí.
Da Redação
























































