
Já dizia minha avó que, provavelmente, deve ter aprendido com seus antepassados, sem dúvidas, escravos em outrora. E por que não dizer, escravos até hoje, dos impostos, taxas e cobranças abusivas por taxa de lixo e o que mais desejarem tirar do cidadão contribuinte.
Então, voltando ali, atrás do biombo, também conhecido por poder, diz-se muito que aqui se faz e aqui mesmo se paga. Pelo sim ou pelo não, é bom não duvidar. Há pelo menos uns 17 anos atrás (mas… já?), em Nobres surgia um casamento político que não terminaria bem. Deram a essa união uma denominação bonita, nascida da junção entre o campo e a cidade.
Surgia a unidade política denominada “O Doutor e o Fazendeiro”, numa fusão que não demoraria para terminar em separação (não consensual). A chapa venceria as eleições e tudo terminaria em festa, como é comum. Mas, a festa começou bem antes do jogo acabar e dos poucos mais de 300 votos de diferença, ao final do jogo o placar ficaria em apenas 44 votos em favor do “Doutor e o Fazendeiro”.
Tudo parecia bonito e bom demais para ser verdade. Discursos inflamados e uma unidade política que mais parecia uma família… ao menos antes do espólio político.
O Doutor era a própria euforia, anunciando que governaria junto com o Fazendeiro. Mas essa perspectiva não passou, mesmo, de mera quimera. No epicentro do poder, a conspiração era tramada para dividir o poder. O Doutor, o Fazendeiro e um terceiro grupo, este, de fato, o que ajudou a levar o candidato majoritário ao poder.
Não há nada tão igual quanto o homem com ciúme do homem. Muito em moda na Roma antiga, ao tempo de Júlio César e aqueles cachos de uvas, colocados à boca, um do outro…
… nascia ali, pouco tempo depois, um plano conspiratório para tirar do caminho o terceiro grupo. Tudo gerado a partir de uma ala que mais tarde levaria o governo à bancarrota. Tudo o que havia de errado, era atribuído ao terceiro grupo. Dentro do grupo, um elemento conhecido por tramas e conspiração, desde que o então deputado Joemil Araújo pediu a sua cabeça, ali por volta de 1.989, para substituí-lo pelo futuro candidato Manoel Loureiro, que disputaria as eleições em Nobres em 1.992. O então secretário de Saúde do prefeito Amélio cairia.
Voltando aos episódios de O Doutor e o Fazendeiro, a conspiração armada contra o terceiro grupo tinha pessoas influentes, mas de demonstrada incapacidade política e administrativa. Hábeis para derrubar adversários e, daí em diante, não saber o que fazer.
O plano conspiratório começou, de fato, a partir de um panfleto em que, aparentemente, soava como crítica ao governo e ao governante. Que habilidade! A Cegueira Nordestina, o tenho até hoje. Estava incendiado o parquinho onde se encontravam os personagens “O Doutor e o Fazendeiro”.
E quem botou fogo no parquinho? O cara da Biz azul… que sumiu, desapareceu, escafedeu-se?
Defenestrado o “terceiro grupo”, a partir de demissões ocorridas naquele ano, janeiro de 2.011, “O Doutor e o Fazendeiro” reinaria por pouco tempo. E começaram a conspirar contra o Fazendeiro, também!
Praticamente com carreira solo, O Doutor não ouvia ninguém e se achava o dono da razão. Que perda irreparável, um profissional da Medicina de carreira irretocável, deu lugar a um administrador que só ouvia seus conselheiros; os piores dentro de um imenso grupo formado em torno da campanha que uniu o campo e a cidade.
O Doutor, praticamente em carreira solo, com seus “arquitetos” que fizeram-no erguer um castelo de areia, que ruiria naquele ano de 2.012, após um temporal conhecido “Ventania 55”. Essa ventania derrubou toda aquela trama conspiratória que legou ao município de Nobres um de seus piores estágios administrativos.
Hoje, “brigar” pelo Doutor contra o Agrônomo tem a diferença pelas vidas e pela saúde, dos que dependem os cidadãos e cidadãs desta terra. Não fosse isso, o fato de não ouvir ninguém e de ter péssimos conselheiros, se nos parece um filme repetido.
A política é como uma orgia nababesca, dela participam gente de todos os interesses, mas a obsessão é única, locupletar-se com o dinheiro do povo. Em meio a esse cenário, encontramos espécimes não raros de hienas, corvos, lobos e especialistas em tramas e conspirações.
Hoje, o embate entre O Doutor e o Fazendeiro não é mais entre algo camuflado e todos sabem tratar-se de um ex carteiro que se tornou perito em cuidar do campo… mas do campo da política. Terreno que faz florescer e dar bons frutos.
Quem sabe se daqui mais alguns dias a gente não se lembre daquelas tias… Maria e Mundica, que não deixavam de carregar uns vidrinhos entre os seios, abastecidos de uma fusão conhecida por “bodoque”, ou seja… álcool, água (em menor quantidade) e um tiquinho de açúcar.
Que Nossa Senhora do Carmo nos proteja.
















