O atual prefeito de Nobres e ex-prefeito José Domingos Fraga Filho, do União Brasil, deixava claro em campanha que vereador “pra lá e ele pra cá”. A postura do experiente político, demonstrada nos bastidores, é a de que não precisa do Parlamento para administrar o município.
Esse posicionamento vem sendo mantido e como um bom catalizador de recursos, elogiadíssimo pelo ex-prefeito Leocir Hanel, que chegou a afirmar que Zé Domingos foi quem abriu-lhe as portas para contatos políticos que culminaram com injeções de recursos para Nobres.
Hoje, a recíproca não parece verdadeira, onde o atual prefeito tece comentários (in off) sobre as obras encontradas, classificadas por Zé Domingos como de má qualidade.
Em relação ao diálogo institucional, o prefeito Zé Domingos não conta com um líder que possa fazer a interlocução com o Parlamento e, por conta própria, o vereador Dolglas Silva Leite (PRD), eleito à sombra da vereadora Néia (PRD), é quem tem erguido a voz na defesa governista. Será por quê?
No final de outubro, dia 30, provavelmente, teremos eleição à Mesa Diretora, onde o vereador Emerson Flávio de Andrade (Podemos) já tem chapa apresentada e que deverá ser registrada na data exigida.
Despreocupado e sem acreditar no poder do Parlamento, o chefe do Executivo Nobrense tem demonstrado uma única preocupação, enviar aos vereadores algumas “armadilhas” camufladas em forma de legislação, como que, “brincando” com coisa séria.
A reclamação não parte de nenhum cidadão e nem da imprensa que cobre os trabalhos legislativos, mas parte dos vereadores, às voltas com pegadinhas em forma de legislação.
Desrespeito, descaso, alto nível de sapiência, excesso de qualificação legislativa ou descaso para com os parlamentares. A verdade é uma só, o ex carteiro e engenheiro agrônomo por formação, emergente dos primórdios políticos e administrativos do município de Sorriso, não parece muito interessado em dialogar com os coadjuvantes de gestão política e administrativa.
O prefeito José Domingos Fraga Filho, de Nobres, assume o protagonismo e quer todas as luzes da ribalta para si. Nesse teatro, das perdidas ilusões, como quer Zé Domingos, os vereadores são para passar pano e aplaudir a mais nova versão de Platão, nesta nova república nobrense.
Decerto que Nobres pode ser comparada à “República da Rua do Carmo”. Quem se conforma com esse papel?















