
Dia desses, um conhecido jurisconsulto regional lembrou a um colega que Rosário Oeste, infelizmente, é ingovernável. Na verdade, o governo é de “faz de conta” e os vereadores fazem de conta que estão do lado mais fraco, exatamente a população esperançosa.
O município de Rosário Oeste segue vendo o êxodo populacional como uma realidade dura, nua e crua aos olhos daqueles que ainda permanecem à mercê da sorte, da aposentadoria dos idosos e dos programas sociais, em maior escala, do Governo Federal.
Ao comemorar (sic!) 163 anos de história, comemorar o quê? O comportamento imoral de um vereador que vai às redes sociais para lembrar que o seu desafeto político tem um “documento” de menos de 7cms. É gastar uma fábula com um parlamentar municipal para ele demonstrar preocupação com o pênis daquele que ele não gosta.
163 vezes “não” a um vereador que muda de lado em troca de cargo público, após encenar de forma mambembe a criação de uma CPI.
Comemorar o quê quando a única obra erguida nestes 163 anos são os palcos para cantores encenarem o pão e circo para anestesiar a ilusória percepção de que o município está sendo bem governado?
O que comemorar quando o colegiado de vereadores se apresenta como os novos paladinos da moral e acabam caindo na vala comum dos que se amasiam com a vida fácil que o poder oferece? Onde está o G-7, G-8, G-9 ou sabe-se lá, quantos que roeram a corda nestes quase quatro anos?
Não há um retrato tão mórbido quanto a feira municipal, sem jamais receber ao menos uma mão de tinta ou algum tipo de melhoria, de tal forma, que incentive a agricultura familiar.
Mas, é bem verdade, Rosário Oeste pode consagrar seus heróis anônimos, os estudantes que enfrentam um transporte escolar ilegal, imoral e antípoda, com velhas sucatas apresentadas por um ou outro deputado com tentáculos na política local.
Há os heróis da resistência, as famílias que sobrevivem e permanecem em Rosário Oeste, mesmo com os governos aos moldes de uma ação entre amigos, onde só quem está no poder usufrui; feito de amigos para amigos.
Isso, para um município que já teve a primeira prefeita de Mato Grosso, Lygia Borges; já teve um Oscar Ribeiro; um ex-governador, Pedro Taques; o Capitão José Pedro da Silva Prado; Marcelino Rodrigues de Toledo; o Ten. Cel. Vitoriano Lopes de Macedo; Manoel Tourino e sua esposa Maria Francisca Tourino; enfim, alguns dos vultos da história de Nossa Senhora do Rosário do Rio Acima; nestes 163 anos, comemorados nesta data (25/06), todos, menos os ocupantes transitórios do poder, remam contra essa onda desenfreada de desmandos, de desacertos e de um único olhar… para o próprio umbigo.
Também, quando o Parlamento se torna local apropriado para senhoras se estapearem e quando um vereador esquece da sua finalidade precípua para avaliar a estrutura peniana do seu ex-colega, todas as setas apontam para um cenário imutável enquanto perdurar esse tipo de gente no poder.
Como o resumo de uma ópera bufa, vão se as cuecas e ficam os pintinhos a piar… por absoluto descuido do eleitor na hora de escolher aqueles que, ao menos teoricamente, os representarão na vida pública como elo entre poder e povo.
Mas, e se fosse 17 ao invés de 7, seria um tamanho razoável, aceitável?



























































Rosário Oeste espelho do que vive a nossa nação; Suprema Corte liberando a bandidagem apoiando o que tem de pior para o povo, comemorar o que com um presidente que quer acabar com o seu país enaltecendo o crime organizado e tomando todos os direitos já adquiridos pelo seu povo vamos comemorar o que?