
A imagem da Câmara de Vereadores de Nobres está profundamente arranhada, desde que a sociedade civil se revoltou contra a possibilidade de aumento da verba indenizatória em perto de 100%, anunciada pela imprensa, através do jornalista André Luiz Godoy, acompanhada em seguida pelos sites locais.
Essa crise de identidade do Parlamento foi gerada a partir do imediatismo dos vereadores que aprovaram uma medida de auto favorecimento em detrimento de todo o funcionalismo público municipal que só tem conseguido reposição salarial, sem aumento salarial há tempos; anos, pode se dizer.
Ao olhar para o próprio umbigo, os vereadores pensavam que estaria tudo passando sem a observância da comunidade. Todos aprovaram o próprio aumento e quando a população se mobilizou, teve quem pulasse fora do barco e tentasse posar de boa gente, deixando os “amigos” encrencados. Nada de novo nesse ambiente em que cada um luta pelo próprio interesse.
Desgastado, o Parlamento não tenta reorganizar a Lei Orgânica, defasada, e há os que acreditam que só a estrutura física da Câmara de Vereadores deva ser vistosa sem a dedicação voltada a uma reestruturação orgânica municipal. Não bastasse legislar-se apenas com expedientes indicatórios, meramente formais e tido como ato de “empurrar com a barriga” a necessidade de projetos de leis que possam melhorar a vida dos cidadãos.
Neste dia 05 de dezembro, às 18:00 horas, os atuais vereadores devem escolher um novo presidente para o Parlamento e junto os demais integrantes da Mesa Diretora. Há indicativos de que quase ninguém consiga montar uma chapa e a alternativa mais viável seria uma articulação em favor da única mulher, a primeira a conseguir dirigir o Parlamento em um território dominado pelo machismo, guardadas as imperfeições.
Nos últimos anos, só os homens se armam nas articulações e há ainda os que levam vantagem ao se posicionar como o pêndulo na decisão da escolha do presidente. Se passar esta oportunidade, com Zilmai Ferreira de Jesus apta e querendo comandar a Casa, outra chance ninguém consegue prever quando vai acontecer.
Será uma chance aos parlamentares de buscar amenizar o desgaste no meio do caminho, de uma caminhada que pode trazer sérias consequências à futuras pretensões da auto denominada “Câmara diferente”, mas que acabou caindo na vala comum da mesmice. Se não quiserem terminar como o pior ‘time’ dos últimos vinte anos.
















